Pesquisa detecta microplásticos em 90% dos tumores de próstata e acende alerta científico
- GUIA MIRAI

- há 2 dias
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
Um estudo recente conduzido por cientistas do NYU Langone Health, nos Estados Unidos, identificou a presença de microplásticos em aproximadamente 90% das amostras de tumores de câncer de próstata analisadas. A descoberta levanta novas preocupações sobre os possíveis impactos dessas partículas microscópicas na saúde humana, especialmente na saúde masculina.
Os microplásticos — fragmentos minúsculos provenientes da degradação de produtos plásticos — já haviam sido encontrados anteriormente no sangue, na placenta e em diversos órgãos do corpo humano. No entanto, a detecção dessas partículas diretamente em tecidos tumorais reforça a necessidade de investigar se existe alguma relação entre a exposição ao plástico e o desenvolvimento ou agravamento do câncer.
Segundo os pesquisadores, ainda não é possível afirmar que os microplásticos causem câncer de próstata. A presença das partículas pode estar associada à contaminação ambiental generalizada, já que essas substâncias estão presentes no ar, na água e nos alimentos consumidos diariamente. Mesmo assim, especialistas destacam que os microplásticos podem carregar compostos químicos potencialmente tóxicos e provocar inflamações no organismo, fatores que podem influenciar processos celulares.
A pesquisa inclui cientistas do Perlmutter Cancer Center e do Center for the Investigation of Environmental Hazards, e seus resultados serão apresentados no ASCO Genitourinary Cancers Symposium, um dos principais encontros internacionais dedicados ao estudo dos cânceres urológicos.
Para a comunidade científica, a descoberta reforça a urgência de ampliar estudos sobre poluição plástica e seus efeitos a longo prazo na saúde humana. Enquanto isso, médicos recomendam a adoção de hábitos que reduzam a exposição a plásticos, como evitar aquecer alimentos em recipientes plásticos, preferir utensílios de vidro ou aço inox e diminuir o consumo de produtos ultraprocessados embalados.
O avanço das pesquisas poderá esclarecer se os microplásticos são apenas um marcador de exposição ambiental ou se desempenham um papel direto no surgimento de doenças graves. Até lá, o tema segue como uma das principais preocupações emergentes da saúde pública global.







Comentários