ORELHÕES, DOS ANOS 90, SÃO ALVOS DE AÇÃO JUDICIAL PARA CONTINUAREM FUNCIONANDO
- GUIA MIRAI

- 20 de set.
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Por Guia Miraí
De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Minas Gerais ainda possui 995 aparelhos instalados, mas apenas 587 estão em condições de uso, o que representa pouco menos de 60% do total. O cenário reflete uma tendência nacional de abandono desses equipamentos, que já foram essenciais para a comunicação da população, mas perderam espaço com a popularização dos celulares e aplicativos de mensagens.
A Anatel determinou que, a partir de 2026, as operadoras de telefonia serão obrigadas a manter orelhões apenas em localidades onde não exista outra forma de comunicação por voz. A medida busca preservar o acesso mínimo à telefonia em regiões isoladas, garantindo que comunidades sem cobertura móvel não fiquem sem contato.
A Oi, responsável pela manutenção dos aparelhos em grande parte do território nacional, recorreu da decisão. A empresa argumenta que o investimento necessário para manter os equipamentos ultrapassa os R$ 100 milhões anuais, valor considerado desproporcional frente à baixa demanda registrada. Em muitas cidades, orelhões chegam a registrar menos de uma chamada por mês.
Nos anos 1990 e 2000, os orelhões eram presença marcante nas ruas e pontos de encontro, servindo de recurso essencial para famílias, trabalhadores e estudantes. Hoje, quase desapareceram do cenário urbano, resistindo apenas em áreas onde a cobertura de celular é falha.
Enquanto a disputa entre Anatel e operadoras segue na esfera judicial, a sobrevivência dos orelhões parece depender não mais de sua utilidade prática, mas de seu valor histórico e social.









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