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Novo exame de fezes pode revolucionar detecção precoce do câncer colorretal

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Pesquisadores da Universidade de Genebra anunciaram um avanço promissor no diagnóstico do câncer colorretal: um exame de fezes capaz de identificar cerca de 90% dos casos da doença. O estudo, publicado na revista Cell Host & Microbe, aposta na análise detalhada das bactérias presentes no intestino humano para detectar sinais precoces do tumor.


A proposta surge como uma alternativa mais simples e menos invasiva à colonoscopia, exame atualmente considerado padrão-ouro no rastreamento do câncer colorretal. Apesar de sua eficácia — com taxa de detecção próxima de 94% —, a colonoscopia ainda enfrenta resistência por ser um procedimento caro e desconfortável, o que leva muitos pacientes a adiarem a realização.


O novo método utiliza técnicas de aprendizado de máquina para analisar a microbiota intestinal em um nível mais profundo. Em vez de observar apenas as espécies bacterianas, os cientistas focaram nas subespécies, permitindo identificar padrões mais sutis associados ao desenvolvimento da doença.


Segundo o pesquisador Mirko Trajkovski, que liderou o estudo, essa abordagem mais detalhada foi essencial para alcançar resultados mais precisos. “Esse nível intermediário permite captar diferenças importantes no funcionamento das bactérias e na sua relação com doenças”, explicou em comunicado.


A equipe criou um amplo catálogo das bactérias intestinais e, a partir dele, desenvolveu um modelo capaz de detectar indícios de câncer a partir de amostras fecais. Quando testado com dados clínicos já disponíveis, o exame conseguiu identificar cerca de 90% dos casos — desempenho considerado elevado para um teste não invasivo.


O primeiro autor do estudo, Matija Trickovic, destacou o impacto dos resultados. “Embora estivéssemos confiantes na abordagem, os números foram impressionantes”, afirmou.


O câncer colorretal está entre as principais causas de morte por câncer no mundo, mas apresenta altas chances de cura quando diagnosticado precocemente. Especialistas avaliam que métodos mais acessíveis e confortáveis, como o novo exame, podem aumentar a adesão ao rastreamento e reduzir significativamente a mortalidade.


Ainda são necessários novos estudos e validações clínicas antes que o teste seja amplamente adotado, mas os resultados iniciais indicam um caminho promissor para transformar a forma como a doença é detectada e acompanhada.

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