Nova regra da Anvisa permite impressão própria de receitas de medicamentos controlados
- GUIA MIRAI

- há 1 hora
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
Entrou em vigor em fevereiro, uma nova norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que altera a emissão de receituários para medicamentos controlados no Brasil. A partir de agora, profissionais prescritores e instituições de saúde estão autorizados a imprimir seus próprios talonários em gráficas, desde que sigam os padrões oficiais estabelecidos pela autoridade sanitária.
Até então, determinados modelos — especialmente os receituários de controle especial, como os de cor amarela — eram produzidos exclusivamente pelas vigilâncias sanitárias locais, o que frequentemente gerava demora na obtenção dos formulários e dificultava o atendimento aos pacientes.
Segundo a Anvisa, a mudança faz parte de um processo de desburocratização e modernização dos procedimentos, sem comprometer o controle sobre substâncias sujeitas a monitoramento rigoroso, como psicotrópicos, entorpecentes e outros medicamentos com potencial de dependência.
Numeração oficial continua obrigatória
Apesar da flexibilização na impressão, a agência reforça que a numeração dos receituários permanece obrigatória e deve ser solicitada previamente à autoridade sanitária competente. Esse código permite rastrear a origem da prescrição e evitar fraudes, garantindo a segurança do sistema.
Os novos modelos padronizados podem ser consultados no Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR), plataforma criada para centralizar e digitalizar a gestão desses documentos em todo o país.
A Anvisa também esclareceu que os talonários antigos, emitidos conforme a Portaria nº 344/1998, continuam válidos se tiverem sido impressos até 12 de fevereiro de 2026, podendo ser utilizados por tempo indeterminado.
Além da mudança imediata, a agência informou que pretende avançar na digitalização do processo. A expectativa é que, até junho, o SNCR passe a oferecer uma ferramenta para emissão eletrônica de todos os tipos de receituários controlados, reduzindo ainda mais a necessidade de formulários físicos.
Especialistas avaliam que a medida pode agilizar o acesso dos pacientes aos medicamentos, diminuir custos administrativos para clínicas e hospitais e facilitar o trabalho de médicos e outros profissionais autorizados a prescrever.
Na prática, a nova regra tende a reduzir filas e atrasos relacionados à falta de talonários oficiais, um problema recorrente em diversas regiões do país. Com maior autonomia para imprimir os receituários, estabelecimentos de saúde poderão manter estoques adequados e evitar interrupções no atendimento.
Por outro lado, a manutenção da numeração controlada e do cadastro no sistema nacional preserva os mecanismos de fiscalização, considerados essenciais para prevenir uso indevido, falsificações e desvio de medicamentos controlados.
A Anvisa destaca que a combinação entre simplificação administrativa e controle sanitário rigoroso busca equilibrar acesso e segurança — dois pilares fundamentais na regulação de substâncias sujeitas a prescrição especial no Brasil.
Com a implementação gradual das ferramentas digitais, o país caminha para um modelo mais moderno, eficiente e integrado de controle de receitas médicas, alinhado às tendências internacionais de saúde eletrônica.







Comentários