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Nome de operação da PF contra Lulinha gera reação no entorno de Lula

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Batizada de “Operação Elli”, fase da investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e teve como alvos Fábio Luís Lula da Silva e a empresária Roberta Luchsinger


Por Guia Miraí


O nome escolhido pela Polícia Federal para uma das fases da investigação que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a empresária e lobista Roberta Luchsinger provocou incômodo entre aliados do governo.


A fase foi batizada de “Operação Elli”. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (24), integrantes do entorno de Lula interpretaram o nome como uma possível referência indireta à expressão “Faz o L”, utilizada por apoiadores do presidente. A Polícia Federal, porém, não confirmou que o nome tenha qualquer relação com o slogan político.


A Operação Elli está relacionada ao aprofundamento de uma investigação que apura possíveis crimes de lavagem de capitais. Medidas autorizadas pela Justiça permitiram a quebra de sigilos de Lulinha e Roberta Luchsinger.


De acordo com a Polícia Federal, a fase surgiu a partir da análise de materiais obtidos em etapas anteriores da investigação. Os investigadores teriam identificado elementos indicativos de uma possível prática reiterada de lavagem de dinheiro atribuída a Antônio Carlos Camilo Antunes e outras pessoas ligadas ao seu círculo financeiro.


Ainda segundo a PF, durante essa análise surgiu o possível envolvimento de Roberta Luchsinger, levando a corporação a solicitar medidas cautelares contra a empresária, posteriormente autorizadas pela Justiça.


Defesa de Lulinha questiona nome


O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que pretende solicitar explicações à Polícia Federal sobre a escolha do nome “Elli”.


A defesa questiona a origem da denominação e afirma que, caso não exista uma justificativa para a escolha, poderá interpretá-la como uma forma de perseguição política.


PF afirma que operação tem objeto próprio


Apesar da repercussão política provocada pelo nome, a Polícia Federal sustenta que a Operação Elli possui objeto investigativo próprio, relacionado às suspeitas financeiras identificadas durante a análise de provas de fases anteriores.


O caso continua em investigação e, até o momento, não representa uma condenação contra Lulinha ou Roberta Luchsinger. As responsabilidades individuais ainda dependem da conclusão das apurações e das decisões da Justiça.

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