NO BRASIL, DE METANOL A WHEY PROTEIN FALSO
- GUIA MIRAI

- 11 de nov.
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Por Guia Miraí
Após denúncias e apreensões de suplementos adulterados, o governo federal intensifica a fiscalização de produtos vendidos em grandes plataformas de e-commerce.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública notificou nesta segunda-feira (10/11) as principais plataformas de comércio eletrônico do país — Amazon, Magazine Luiza, Mercado Livre e Shopee — para que retirem imediatamente de seus catálogos a marca de suplemento “Whey Gourmet”, sob suspeita de falsificação e risco à saúde do consumidor.
A medida foi tomada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) após uma denúncia formal apresentada pelo deputado Felipe Carreras (PSB-PE), no dia 6 de novembro. Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, Carreras alertou para o risco de comercialização de whey protein falsificado, que poderia conter substâncias adulteradas e sem controle sanitário.
Segundo o parlamentar, mesmo após operações de fiscalização recentes, suplementos adulterados continuam sendo vendidos livremente em grandes plataformas online. Ele destacou que as investigações revelaram a existência de um mercado paralelo de suplementos, com produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e rotulagem falsificada.
O Ministério da Justiça informou que a notificação tem caráter preventivo e visa proteger o consumidor contra possíveis danos à saúde, especialmente após o aumento dos casos de contaminação de bebidas alcoólicas com metanol, que chamaram a atenção para falhas na fiscalização de produtos de consumo.
As suspeitas sobre a falsificação de suplementos se intensificaram após uma operação da Polícia Civil da cidade de Americana (SP), em setembro deste ano. Na ação, foram apreendidas quatro toneladas de produtos falsificados, entre eles whey protein e creatina.
Durante a investigação, as autoridades descobriram que os criminosos realizavam falsificação de rótulos e reembalagem de insumos de forma irregular, sem qualquer registro sanitário. O material era então distribuído para revendedores e plataformas de e-commerce, alcançando consumidores em todo o país.
De acordo com especialistas, o consumo de suplementos falsificados pode representar risco grave à saúde, uma vez que a composição dos produtos é desconhecida e pode conter substâncias tóxicas, impurezas ou ingredientes ineficazes.
A Senacon reforçou que os consumidores devem verificar sempre o registro dos produtos junto à Anvisa, além de comprar apenas de fornecedores oficiais e reconhecidos. A pasta informou ainda que as plataformas notificadas devem responder formalmente sobre as medidas adotadas para suspender as vendas e reforçar seus mecanismos de controle sobre os vendedores.
O caso agora está sendo acompanhado pela Polícia Civil e pelo Ministério da Justiça, que prometem intensificar as operações contra falsificação de suplementos alimentares e outros produtos de consumo.
A Senacon também estuda novas regras para responsabilizar marketplaces que permitam a venda de produtos falsificados, reforçando a necessidade de auditorias mais rigorosas e transparência na origem dos itens oferecidos online.









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