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Médicos são investigados por cobrança ilegal de pacientes no SUS em Cataguases

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, nesta quinta-feira (26), a operação “Assepsia” com o objetivo de investigar suspeitas de irregularidades no Sistema Único de Saúde (SUS) em Cataguases e municípios da Zona da Mata mineira. A ação mira, principalmente, dois médicos suspeitos de cobrar indevidamente por atendimentos e internações que deveriam ser totalmente gratuitos.


De acordo com as investigações, um dos profissionais teria exigido pagamentos de pacientes para realização de procedimentos e internações em hospital público, inclusive em situações de urgência. A prática, se confirmada, configura grave violação dos princípios do SUS, que garante acesso universal e gratuito à saúde.


O segundo médico investigado é suspeito de acumular cargos públicos de forma irregular, além de receber salários sem cumprir integralmente a carga horária exigida. Essa conduta também pode configurar improbidade administrativa e causar prejuízos aos cofres públicos.


Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. As equipes recolheram celulares, computadores e diversos documentos que agora serão analisados para aprofundar as apurações e verificar a extensão das possíveis irregularidades.


Segundo o Ministério Público, o objetivo da operação é reunir provas que confirmem as denúncias e identificar eventuais outros envolvidos no esquema. As investigações seguem em andamento e poderão resultar em denúncias criminais, ações por improbidade administrativa e outras medidas judiciais cabíveis.


Especialistas apontam que a cobrança por serviços dentro do SUS, além de ilegal, compromete o acesso da população mais vulnerável à saúde pública. Caso as irregularidades sejam comprovadas, os envolvidos podem responder por crimes como concussão, corrupção passiva e fraude, além de sanções administrativas, como perda do cargo público e suspensão dos direitos políticos.


O MPMG reforçou que a população pode colaborar com as investigações por meio de denúncias, garantindo sigilo das informações. O caso segue sob investigação e novas atualizações devem ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.

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