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Médicos realizam transplante de medula espinhal na Rússia em procedimento inédito

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
há 35 minutos
2 min de leitura

Cirurgia de aproximadamente 12 horas foi realizada em Moscou, com participação de especialistas chineses. Paciente sofreu lesão medular completa há três anos, e os resultados da recuperação ainda precisam ser avaliados.


Por Guia Miraí

(Fonte: Metrópoles e New Scientist)


Uma equipe médica realizou na Rússia uma cirurgia experimental de transplante de medula espinhal em um paciente adulto que havia sofrido uma lesão medular completa três anos antes. O procedimento foi realizado no Instituto de Pesquisa de Medicina de Emergência Sklifosovsky, em Moscou, e foi divulgado como um avanço que poderá abrir novas possibilidades para o tratamento de lesões graves na coluna.


A operação, que durou aproximadamente 12 horas, contou com a participação de especialistas russos e chineses. O caso foi divulgado pelo cirurgião Xiaoping Ren em entrevista à revista científica New Scientist, em reportagem publicada em 21 de outubro de 2026.


Como foi realizada a cirurgia?


Segundo o relato do cirurgião, a equipe retirou o segmento danificado da medula espinhal do paciente e o substituiu por um trecho proveniente de um doador com morte encefálica.


Para tentar conectar o tecido transplantado às extremidades da medula do receptor, os médicos utilizaram técnicas de microcirurgia e polietilenoglicol (PEG), substância que, nesse procedimento experimental, foi empregada como uma espécie de cola biológica.


A proposta é permitir que as estruturas nervosas estabeleçam conexões capazes de transmitir sinais entre o cérebro e as diferentes regiões do corpo. Entretanto, essa reconexão é um dos principais desafios da medicina no tratamento de lesões medulares graves.


Paciente poderá recuperar os movimentos?


De acordo com as informações divulgadas, o paciente estava bem após a operação. No entanto, ainda não foram apresentados resultados suficientes para afirmar que ele recuperou os movimentos ou a sensibilidade.


Os médicos precisarão acompanhar a evolução clínica e a reabilitação para avaliar se o procedimento conseguiu restabelecer funções neurológicas.


A medula espinhal é responsável por transmitir informações entre o cérebro e o restante do organismo. Quando sofre uma lesão grave, essa comunicação pode ser interrompida, provocando paralisia, perda de sensibilidade e outras complicações.


Por isso, conseguir conectar novamente os tecidos e demonstrar que eles funcionam de maneira integrada representa um desafio científico significativo.


É o primeiro transplante do tipo no mundo?


O procedimento foi anunciado oficialmente como o primeiro transplante de medula espinhal realizado na Rússia. A afirmação de que seria o primeiro do mundo foi atribuída ao cirurgião responsável, mas ainda não conta com confirmação científica independente suficiente.


A divulgação da cirurgia representa um acontecimento relevante para a pesquisa médica, mas ainda é cedo para considerar a técnica um tratamento comprovado para pessoas com paralisia.


A comunidade científica precisará avaliar os resultados, a segurança do procedimento e a capacidade de recuperação das funções neurológicas antes que seja possível determinar sua eficácia e eventual aplicação em outros pacientes.


Avanço que exige cautela


O caso desperta esperança para pessoas que convivem com lesões medulares, mas especialistas precisam verificar se a técnica consegue produzir benefícios duradouros e quais são os riscos envolvidos.


A cirurgia também levanta questões sobre rejeição do tecido transplantado, possíveis complicações e a necessidade de acompanhamento prolongado.


O Guia Miraí continuará acompanhando os desdobramentos desse avanço científico. Embora a operação represente uma iniciativa experimental importante, ainda não há comprovação de que o transplante de medula espinhal seja capaz de reverter a paralisia em seres humanos.

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