top of page
logo branca.png

Cachaça de alambique e samba são reconhecidos como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
há 49 minutos
2 min de leitura

Decisão do Conselho Estadual de Patrimônio Cultural valoriza tradições mineiras, fortalece a identidade cultural do estado e pode ampliar a visibilidade de produtores e grupos de samba.


Por Guia Miraí

(Fonte: O Tempo)


Minas Gerais deu mais um passo na valorização de suas tradições culturais. Nesta quinta-feira (22), os modos de fazer cachaça de alambique e as expressões do samba foram reconhecidos como patrimônio cultural imaterial do estado. A decisão foi tomada pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), após análise dos processos conduzidos pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).


O reconhecimento busca preservar conhecimentos, técnicas e manifestações culturais que fazem parte da história e da identidade mineira, além de contribuir para a valorização dos profissionais e das comunidades responsáveis por manter essas tradições vivas.


Produção artesanal de cachaça ganha reconhecimento


O processo de reconhecimento dos modos de fazer cachaça de alambique começou em 2004. Desde então, pesquisadores do Iepha-MG realizaram estudos e catalogaram produtores e técnicas tradicionais em seis municípios: Salinas, Januária, Caeté, Par aopeba, Montes Claros e Guaraciaba.


De acordo com as informações divulgadas, Minas Gerais possui aproximadamente 630 alambiques registrados junto ao Executivo estadual, conforme dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).


O estado também se destaca nacionalmente pela produção da bebida, com cerca de 13,5 milhões de litros envasados por ano, segundo os dados citados na reportagem.


Com o reconhecimento como patrimônio imaterial, a expectativa é ampliar a visibilidade da cachaça artesanal mineira, incentivar a preservação dos métodos tradicionais de fabricação e fortalecer a atividade econômica ligada aos produtores.


Samba mineiro também recebe reconhecimento


Além da cachaça, o Conselho Estadual de Patrimônio Cultural aprovou o reconhecimento das expressões do samba como patrimônio imaterial de Minas Gerais.


O processo foi iniciado há cerca de dois anos, após o Coletivo Sambista Mestre Conga procurar o Iepha-MG para formalizar o pedido.


A iniciativa busca valorizar o samba como manifestação artística, histórica e social, reconhecendo sua importância na construção da identidade coletiva e na preservação das tradições transmitidas entre gerações.


Segundo informações da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), o estado conta com 246 grupos de samba cadastrados no Executivo mineiro.


Preservação da história e da identidade mineira


O patrimônio cultural imaterial reúne práticas, conhecimentos, celebrações, expressões artísticas e tradições que comunidades reconhecem como parte de sua história.


Diferentemente do patrimônio material, formado por construções, monumentos e objetos, o patrimônio imaterial está relacionado aos saberes e às manifestações culturais transmitidos ao longo do tempo.


O reconhecimento da cachaça de alambique e do samba reforça a importância de políticas públicas voltadas à preservação dessas tradições e ao apoio às pessoas que mantêm esse legado vivo.


Na mesma reunião, o Conep também deliberou sobre o tombamento da Casa de Dona Beja, em Araxá, outro importante passo para a proteção do patrimônio histórico e cultural mineiro.


Com as decisões, Minas Gerais reafirma seu compromisso com a valorização de suas raízes, de sua diversidade cultural e dos saberes populares que atravessam gerações.

Comentários


bottom of page