Médicos anunciam dois novos casos de possível cura do HIV; total chega a 13 pacientes
- GUIA MIRAI

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Por Guia Miraí
Pesquisadores apresentaram nesta segunda-feira (27), durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada no Rio de Janeiro, dois novos casos de pacientes considerados possivelmente curados do HIV. Com os novos registros, chega a 13 o número de pessoas no mundo que alcançaram esse resultado após tratamentos altamente específicos.
Os dois pacientes interromperam o uso dos medicamentos antirretrovirais e continuam sem sinais detectáveis do vírus no organismo. Um deles, um jovem de 21 anos, está há 14 meses sem terapia antirretroviral, enquanto o outro permanece há 12 meses sem tratamento, mesmo tendo histórico de hepatite B.
O que significa “cura do HIV”?
Especialistas explicam que esses casos são classificados como uma cura funcional ou remissão de longo prazo. Isso significa que o vírus permanece indetectável mesmo após a suspensão dos medicamentos, sem causar o retorno da infecção durante o período de acompanhamento.
Apesar do avanço, os médicos ressaltam que esses casos são raros e geralmente envolvem tratamentos complexos, como transplantes de células-tronco realizados para tratar outros tipos de doenças graves, além do HIV.
Tratamento continua sendo essencial
Atualmente, a terapia antirretroviral continua sendo a principal forma de controle da infecção. Quando realizada corretamente, ela reduz a carga viral a níveis indetectáveis, permitindo que a pessoa tenha qualidade de vida e eliminando o risco de transmissão sexual do vírus — conceito conhecido como “Indetectável = Intransmissível (I=I)”.
Esperança para o futuro
O anúncio dos novos casos reforça o avanço das pesquisas em busca de uma cura definitiva para o HIV. Embora ainda não exista um tratamento curativo disponível para a população em geral, os resultados apresentados na conferência renovam as expectativas da comunidade científica e podem contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas nos próximos anos.
Especialistas reforçam que pessoas vivendo com HIV não devem interromper o tratamento por conta própria. Qualquer mudança na terapia deve ocorrer apenas com acompanhamento médico, já que os casos de remissão apresentados são excepcionais e não representam a realidade da maioria dos pacientes.







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