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MINEIRA CAI EM GOLPE DE FALSO EMPREGO E É VÍTIMA DE TRÁFICO HUMANO NO CAMBOJA

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 12 de out.
  • 2 min de leitura

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Por Guia Miraí


Daniela Costa, de 35 anos, foi atraída por falsa oferta de trabalho e está presa em condições degradantes; família pede ajuda das autoridades brasileiras


O Itamaraty confirmou que acompanha o caso da arquiteta mineira Daniela Costa, de 35 anos, que teria sido vítima de tráfico humano e levada para o Camboja, no Sudeste Asiático. Segundo informações da família, Daniela foi atraída com uma falsa proposta de emprego, que prometia moradia e alimentação, mas acabou se transformando em um pesadelo.


De acordo com os parentes, a arquiteta recebeu uma oferta para trabalhar em uma empresa asiática e viajou acreditando em uma oportunidade legítima de crescimento profissional. No entanto, ao chegar ao país estrangeiro, Daniela foi recrutada à força para aplicar golpes contra brasileiros por meio de ligações telefônicas — uma prática comum em esquemas criminosos na região.


Quando se recusou a participar das atividades ilegais, a brasileira passou a ser ameaçada e perseguida pelos criminosos. Segundo relatos da família, drogas foram plantadas em um banheiro utilizado por ela, o que resultou em sua prisão pelas autoridades locais.


Karoline Maia, prima de Daniela, contou em entrevista que os criminosos chegaram a ameaçar vender a arquiteta a outros grupos criminosos caso ela não conseguisse pagar uma alta quantia em dinheiro como “resgate”.


Atualmente, Daniela está presa em uma cela com cerca de 90 pessoas, e denuncia que vive em condições degradantes, sem acesso adequado a alimentação, higiene ou cuidados médicos. A família tenta, junto às autoridades brasileiras, garantir sua segurança e buscar meios para sua libertação.


Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores informou que está acompanhando o caso e prestando apoio consular à brasileira e a seus familiares. O órgão destacou que, apenas em 2024, 63 brasileiros foram vítimas de tráfico humano no exterior, sendo 41 deles no Sudeste Asiático — região que vem se tornando um dos principais destinos de exploração desse tipo de crime.


O Itamaraty também ressaltou que mantém contato com as autoridades locais e com a Embaixada do Brasil na Tailândia, responsável pela jurisdição diplomática sobre o Camboja, para tentar garantir assistência jurídica e humanitária a Daniela.


Cresce o número de brasileiros vítimas de falsas promessas de emprego


Nos últimos anos, o número de brasileiros aliciados por falsas ofertas de trabalho no exterior tem aumentado. Golpistas prometem altos salários e boas condições de vida, mas ao chegar aos destinos — principalmente em países do Sudeste Asiático, como Camboja, Laos e Mianmar — as vítimas são mantidas em cárcere privado e forçadas a participar de esquemas de fraudes online e lavagem de dinheiro.


Autoridades alertam que, antes de aceitar propostas de trabalho fora do país, é fundamental verificar a autenticidade das empresas e buscar orientação junto ao Itamaraty ou à Polícia Federal.


O caso de Daniela Costa serve como alerta e reforça a importância de políticas internacionais mais rigorosas contra o tráfico humano, além de campanhas educativas para prevenir que outros brasileiros caiam nas mesmas armadilhas.

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