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Mercado livre de energia avança no Brasil e abre caminho para escolha do fornecedor de luz

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (12) um decreto que regulamenta a ampliação do mercado livre de energia elétrica para consumidores de baixa tensão. A medida permitirá que, gradualmente, pequenos comércios e empresas e, posteriormente, consumidores residenciais possam escolher de quem comprar a energia elétrica.


Atualmente, a maior parte dos consumidores residenciais e pequenos estabelecimentos recebe energia da distribuidora que atende sua região. Com a mudança, o consumidor poderá contratar a energia de outros fornecedores, enquanto a infraestrutura de distribuição continuará sendo utilizada.


Quando a mudança começa?


O cronograma será gradual. Para consumidores das classes industrial e comercial de baixa tensão, a abertura está prevista até novembro de 2027.


Já para os consumidores residenciais, a previsão é de abertura até novembro de 2028. A migração deverá seguir regras específicas e contar com a participação de agentes varejistas para facilitar a contratação.


Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pequenos negócios poderão obter uma redução de até 20% na parcela da conta referente à energia, dependendo das condições de contratação e do perfil de consumo.


É importante destacar que essa estimativa não significa necessariamente uma redução de 20% no valor final da conta, já que impostos, encargos e outras parcelas fixas continuarão existindo.


A principal mudança é a possibilidade de o consumidor deixar de estar limitado a um único fornecedor de energia. A abertura busca aumentar a concorrência no setor e permitir que empresas e, futuramente, famílias comparem preços e condições de contratação.


Documentos técnicos do governo apontam que a abertura do mercado pretende ampliar a liberdade de escolha, mas também exige regras de proteção ao consumidor, transparência nos contratos e mecanismos para garantir o fornecimento caso uma empresa deixe de atender determinado cliente. (Serviços e Informações do Brasil)


Além da abertura do mercado livre, Lula assinou outros decretos relacionados à transição energética, incluindo medidas sobre hidrogênio de baixa emissão, captura e armazenamento de carbono e combustível sustentável para a aviação.


Para o consumidor comum, porém, uma das mudanças mais importantes será a possibilidade de escolher o fornecedor de energia. A novidade ainda levará algum tempo para chegar às residências, mas representa uma transformação no modelo tradicional de comercialização de eletricidade no país.


Em resumo: pequenos negócios entram primeiro no processo de abertura, enquanto os consumidores residenciais deverão poder escolher seu fornecedor de energia até novembro de 2028.

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