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Menino de 12 anos morre após queda durante brincadeira em escola no Paraná; polícia investiga atendimento

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
há 20 minutos
3 min de leitura

Luigi Gabriel da Cruz Sales sofreu uma queda no pátio de uma escola de Castro, ficou internado por mais de uma semana e não resistiu aos ferimentos. Polícia apura também possível demora no atendimento.


Por Guia Miraí

(Fonte: UOL/Agência Estado, Polícia Civil do Paraná e BnT Online)


Uma brincadeira entre estudantes terminou em uma tragédia em Castro, nos Campos Gerais do Paraná. O menino Luigi Gabriel da Cruz Sales, de 12 anos, morreu após sofrer uma grave queda dentro do Colégio Estadual Professor Basílio Chrum, no dia 25 de setembro. Ele permaneceu internado por mais de uma semana e morreu no último fim de semana. O sepultamento ocorreu na segunda-feira (5).


Como era a brincadeira?


Segundo a investigação da Polícia Civil, um grupo de estudantes estava realizando uma brincadeira em que a criança ficava abaixada ou sentada e era erguida pelos braços por outros colegas, tentando voltar a ficar de pé.


Na vez de Luigi, quatro colegas participaram da dinâmica, enquanto outros estudantes observavam. Durante o movimento, porém, o garoto não conseguiu se equilibrar e caiu de frente, atingindo o tórax e o rosto contra o chão.


Câmeras de segurança da escola registraram a queda. Segundo o delegado responsável pelo caso, as imagens estão sendo analisadas pela polícia.


Após a queda, Luigi começou a sentir fortes dores e passou mal. Ele deixou o local da brincadeira e procurou ajuda na escola.


O que causou a morte?


A queda provocou ferimentos graves, e Luigi precisou ser encaminhado para atendimento médico. Ele foi posteriormente transferido para o Hospital Universitário Regional de Ponta Grossa, onde passou por cirurgia e apresentou complicações.


A Secretaria de Educação do Paraná informou que o adolescente teve morte cerebral declarada no domingo, após a evolução do quadro clínico. A causa médica definitiva ainda depende dos laudos periciais e da necropsia.


Segundo informações preliminares divulgadas pela imprensa local, o delegado também recebeu a informação de que o garoto teria sofrido lesão grave em um dos rins, mas a polícia ainda aguarda a documentação médica e os laudos oficiais para confirmar todos os ferimentos e estabelecer a causa da morte.


Polícia investiga possível demora no socorro


Além da queda, um dos principais pontos da investigação agora é o intervalo entre o acidente e o atendimento médico.


Segundo a Polícia Civil, o acidente ocorreu por volta das 13h40, mas Luigi só chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) aproximadamente às 16h25 — uma diferença de cerca de 2 horas e 45 minutos.


O Samu teria sido acionado, mas, segundo as informações apresentadas pela investigação, o atendimento não foi realizado naquele momento porque a situação inicialmente não teria sido considerada grave. Posteriormente, o menino foi levado para a UPA pela equipe da escola, acompanhado da mãe.


O Samu instaurou um procedimento administrativo para analisar o atendimento. A Polícia Civil também requisitou registros do chamado, prontuários médicos e outros documentos.


Colegas tiveram intenção de machucar?


Até o momento, não há indicação de que os colegas tenham provocado a queda de propósito.


A Polícia Civil trata inicialmente o episódio como um acidente ocorrido durante uma brincadeira. O delegado Marcondes Ribeiro afirmou que, preliminarmente, não acredita que os adolescentes tivessem intenção de ferir Luigi ou previssem que a brincadeira pudesse resultar em uma morte.


Mesmo assim, a investigação continua para verificar se houve alguma conduta que possa configurar ato infracional e se houve eventual responsabilidade relacionada ao atendimento prestado após a queda.


Investigação continua


A Polícia Civil deverá ouvir familiares, funcionários da escola, testemunhas e policiais envolvidos no atendimento. As imagens das câmeras de segurança também serão analisadas, juntamente com os prontuários médicos, registros do Samu e laudos periciais.


A Secretaria de Estado da Educação do Paraná informou que acompanha o caso e que foi oferecido acolhimento e apoio psicossocial à comunidade escolar após a morte do estudante.


Luigi também era atleta ligado à Secretaria Municipal de Esportes de Castro, que publicou uma mensagem de pesar pela morte do garoto.

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