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MEGAOPERAÇÃO POLICIAL NO RIO DE JANEIRO DEIXA MAIS DE 60 MORTOS, 80 PRESOS E MUITAS ARMAS APREENDIDAS

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 28 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Uma das maiores operações policiais da história recente do Rio de Janeiro deixou um saldo de mais de 60 mortos e pelo menos 81 presos, nesta terça-feira (28), nas comunidades dos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. A ação, batizada de Operação Contenção, teve como alvo integrantes do Comando Vermelho (CV), principal facção criminosa do estado.


De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar participaram da ofensiva, que começou ainda durante a madrugada. O objetivo era capturar lideranças da facção e desmantelar rotas usadas para o tráfico de drogas e armas.


Os confrontos se estenderam por várias horas e mobilizaram blindados, helicópteros e drones. Em diferentes pontos dos complexos, moradores relataram tiroteios intensos e movimentação de tropas por becos e vielas.

Segundo o balanço parcial divulgado pelo governo, 42 fuzis, granadas e milhares de munições foram apreendidos. Quatro policiais morreram durante os combates.


“Estamos diante de uma guerra declarada pelo crime. A resposta do Estado será firme e contínua”, afirmou o governador Cláudio Castro, em entrevista coletiva. O governo também confirmou que pediu apoio das Forças Armadas para garantir a manutenção da operação nos próximos dias.


Com a troca de tiros, aulas foram suspensas em dezenas de escolas e creches da região, e o transporte público teve linhas desviadas. A circulação de ambulâncias e veículos de emergência também foi afetada em determinados horários.

Moradores relataram medo e dificuldade para sair de casa. Organizações de direitos humanos cobram transparência na divulgação dos números e investigação sobre eventuais excessos.


O episódio reacendeu o debate sobre o uso da força policial em áreas densamente povoadas e sobre a eficácia de operações de grande escala. Especialistas em segurança pública alertam que, embora causem impacto imediato nas facções, ações desse tipo raramente resultam em desarticulação permanente do crime organizado.


Até o início da noite, as forças de segurança permaneciam nos complexos, e novas prisões ainda não estavam descartadas. O balanço final deve ser divulgado nas próximas horas.


Resumo dos números (até o momento):

• Mortos: mais de 60 (incluindo 4 policiais)

• Presos: ao menos 81

• Fuzis apreendidos: 42

• Regiões afetadas: Complexos do Alemão e da Penha

• Agentes mobilizados: cerca de 2.500


O governo estadual anunciou que pretende manter presença contínua nas comunidades por tempo indeterminado. Já a Defensoria Pública e a OAB-RJ pediram que o Ministério Público acompanhe as investigações sobre os confrontos e eventuais vítimas civis.


Enquanto o clima ainda é de tensão no Rio de Janeiro, a população das áreas afetadas tenta retomar a rotina — em meio à incerteza sobre quando a paz voltará a reinar nas ruas.

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