Líder religioso é preso no Rio após condenação por abusos e exploração de fiéis


Por Guia Miraí
Um líder religioso foi preso nesta quarta-feira (6), em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após ser condenado por crimes de abuso sexual cometidos contra frequentadores de um centro espírita que comandava. O homem foi identificado como Leonardo Campello Ribeiro, de 57 anos.
Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), os crimes teriam sido praticados ao longo de aproximadamente dez anos. As investigações apontam que Leonardo atuava ao lado de Marcelo Antonio Marques Prazeres, que também é acusado de envolvimento no caso.
Abusos eram justificados com argumentos religiosos
De acordo com a polícia, os investigados utilizavam a posição de liderança espiritual para convencer vítimas a manter relações sexuais sob a alegação de que os atos proporcionariam “benefícios espirituais”.
Ainda conforme a investigação, mulheres eram incentivadas a adotar o celibato e a interromper relações íntimas com seus próprios maridos, enquanto eram induzidas a manter relações com os líderes religiosos.
Os investigadores afirmam que as vítimas eram submetidas a um intenso processo de manipulação psicológica e espiritual, criando uma relação de dependência e controle que, segundo a polícia, as transformava em verdadeiros “escravos sexuais”.
Exploração financeira
Além dos abusos, a Polícia Civil apurou que os suspeitos também exploravam financeiramente os frequentadores do centro religioso.
As doações feitas pelos fiéis, segundo a investigação, eram utilizadas para custear despesas pessoais, incluindo viagens internacionais e outros gastos particulares.
Outro ponto levantado pela PCERJ é que Leonardo se apresentava como psicólogo, embora, de acordo com a polícia, não possuísse formação superior na área.
Prisão após condenação
Leonardo Campello Ribeiro foi preso após a condenação relacionada aos crimes investigados. O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, que continuam apurando a participação dos envolvidos e a extensão dos delitos.
A investigação reforça o alerta para situações em que líderes religiosos ou outras figuras de autoridade utilizam sua posição de confiança para manipular, abusar ou explorar pessoas vulneráveis. As autoridades orientam que vítimas ou testemunhas denunciem casos semelhantes aos órgãos competentes para que os fatos sejam devidamente investigados.







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