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IRMÃO DE LULA É ALVO DE 7 PEDIDOS DE CONVOCAÇÃO PARA CPMI DO INSS

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 26 de ago.
  • 3 min de leitura
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Por Guia Miraí

(Com informações de O Tempo)


José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se alvo da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes e descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


A CPMI foi instaurada para apurar um suposto esquema bilionário que teria desviado recursos de aposentados e pensionistas por meio de cobranças associativas não autorizadas.


Frei Chico é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), uma das entidades sob investigação da Polícia Federal (PF).


Diversos parlamentares da oposição apresentaram requerimentos para convocar Frei Chico a depor na CPMI. Os deputados Delegado Fábio Costa (PP-AL) e Coronel Fernanda (PL-MT), além dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Bia Kicis (PL-DF), estão entre os que solicitam sua presença na comissão.


A principal alegação é que, devido ao seu cargo de vice-presidente no Sindnapi, ele teria conhecimento sobre as operações do sindicato, que teria arrecadado R$ 259 milhões em descontos irregulares entre 2019 e 2024.


Além da convocação, o deputado Izalci Lucas (PL-DF) pediu a quebra do sigilo fiscal e bancário de Frei Chico. Os parlamentares argumentam que a convocação é necessária para esclarecer a suposta participação da entidade sindical no esquema de fraudes.


A defesa de Frei Chico e o sindicato

O Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi) defende que as cobranças são legítimas e autorizadas pelos aposentados, negando qualquer irregularidade. O próprio Frei Chico, em declarações anteriores, afirmou não ter conhecimento de fraudes e se colocou à disposição para colaborar com as investigações.


Ele sustenta que o Sindnapi não tem nada a esconder e que o sindicato já passou por auditorias que não encontraram irregularidades. O sindicato, por meio de notas oficiais, reforça que a proteção dos direitos dos aposentados é uma prioridade e nega qualquer envolvimento em desvios.


O governo e seus aliados na CPMI tentam evitar a convocação de Frei Chico, alegando que a oposição busca politizar o caso para desgastar a imagem do presidente Lula. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, chegou a afirmar que Frei Chico não é investigado na operação, o que gerou críticas da oposição, que o acusou de "blindar" o irmão do presidente.


O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), também declarou que "não é o momento adequado" para a convocação de Frei Chico, priorizando a investigação de outros aspectos mais urgentes do esquema. O Planalto vê a convocação como uma manobra política da oposição para transformar a comissão em um "circo" e desviar o foco das reais fraudes no INSS.


Desdobramentos e consequências políticas

A pressão da oposição para convocar Frei Chico é vista como uma estratégia para ligar a investigação de fraudes no INSS ao círculo familiar do presidente Lula. A CPMI se tornou um palco de embate político, com a oposição buscando desgastar o governo e a base aliada tentando minimizar os danos e manter o foco nas investigações técnicas.


Em um desdobramento recente, o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi) perdeu uma vaga no Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Idosa (CNDPI), um órgão responsável por propor diretrizes e prioridades para a política nacional do idoso. A perda da vaga ocorreu em meio às investigações da PF e da CGU sobre as fraudes no INSS, evidenciando as consequências institucionais que o caso já está gerando para a entidade.

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