Investigação cita Roberta Luchsinger ligada a Lula e Lulinha e ela rebate que não vai cair sozinha ampliando pressão política
- GUIA MIRAI

- há 11 horas
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Por Guia Miraí
(Informações de Veja)
A investigação sobre o esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou novos desdobramentos após a Polícia Federal e a CPMI do Congresso passarem a analisar a atuação da empresária Roberta Luchsinger, apontada como possível elo entre investigados no caso e pessoas do círculo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O escândalo do INSS envolve um sistema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões, realizados por associações e entidades que cobravam mensalidades sem autorização dos beneficiários. A fraude é investigada pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, e teria causado prejuízo estimado em cerca de R$ 6,3 bilhões aos aposentados brasileiros.
Segundo as investigações, o esquema funcionava por meio de convênios com o INSS que permitiam descontar valores diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas, muitas vezes sem consentimento dos titulares.
A empresária Roberta Luchsinger, herdeira de uma família ligada ao banco Credit Suisse, tornou-se alvo da Polícia Federal em fases da operação. Ela é suspeita de ter atuado em articulações com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos operadores do esquema.
Investigações apontaram transferências financeiras de empresas ligadas ao operador para uma empresa da empresária, incluindo cinco pagamentos de cerca de R$ 300 mil cada, totalizando aproximadamente R$ 1,5 milhão.
A Polícia Federal também apura encontros e relações entre Luchsinger e Lulinha, embora não haja até o momento prova de participação direta do filho do presidente nas fraudes.
Durante os trabalhos da CPMI do INSS, surgiram depoimentos que mencionaram Lulinha em possíveis relações com investigados. Um ex-funcionário ligado ao operador do esquema afirmou que ele teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil, acusação que ainda depende de comprovação e investigação formal.
Apesar disso, fontes da investigação afirmam que Lulinha não foi formalmente indiciado e que as apurações buscam verificar se houve benefício financeiro ou apenas relações pessoais com investigados.
Em março de 2026, decisões judiciais e disputas políticas ampliaram a tensão em torno do caso, incluindo pedidos de quebra de sigilo e questionamentos no Supremo Tribunal Federal sobre os limites das investigações conduzidas pela CPMI.
Nos últimos dias, reportagens indicaram que emissários da empresária teriam transmitido recados políticos afirmando que ela não aceitaria ser responsabilizada sozinha caso as investigações avancem, o que aumentou a pressão sobre o governo e sobre aliados políticos.
Até o momento, porém, essas declarações aparecem em reportagens e bastidores políticos e não configuram acusações formais em processos judiciais.







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