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Intolerância religiosa cresce mais de 350% no DF e expõe avanço de crimes de preconceito

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 19 horas
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Os casos de intolerância religiosa no Distrito Federal registraram um crescimento expressivo nos últimos anos, acendendo um alerta entre autoridades de segurança pública. Dados da Polícia Civil do DF (PCDF) indicam que as ocorrências saltaram de 16 registros em 2017 para 73 em 2025 — um aumento de 356% em menos de uma década.


O levantamento, obtido por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), considera dados entre 2017 e março de 2026. Apenas no primeiro trimestre deste ano, já foram contabilizados 20 casos de discriminação religiosa, número que supera o total anual de anos anteriores, como 2018 (13 registros), 2019 (10) e 2020 (8).


Segundo a PCDF, o crescimento não se limita à intolerância religiosa. Outros crimes motivados por preconceito também apresentam alta. Casos de injúria racial, por exemplo, passaram de 431 ocorrências em 2017 para 870 em 2025 — um aumento de mais de 100%. Já crimes contra idosos e pessoas com deficiência também cresceram, saindo de 155 registros em 2017 para 212 em 2025. Em 2026, esses casos já somam 61 ocorrências.


Para especialistas, os números refletem uma escalada preocupante de comportamentos discriminatórios na sociedade. O delegado da PCDF Marco Farah avalia que o fenômeno aponta para um “extremismo cotidiano”, caracterizado por atitudes de intolerância cada vez mais frequentes no convívio social.


O levantamento também destaca que há aumento em diferentes tipos de crimes, como discriminação por gênero, orientação sexual e raça, indicando que o problema é amplo e multifacetado.


Diante do cenário, autoridades reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à educação, prevenção e combate ao preconceito, além de incentivar a denúncia por parte das vítimas. Especialistas alertam que o enfrentamento à intolerância passa não apenas pela repressão, mas também por mudanças culturais e sociais de longo prazo.


O avanço dos números no DF acompanha uma tendência observada em outras regiões do país, reforçando a urgência de ações coordenadas para conter o crescimento da violência motivada por discriminação.

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