INADIMPLÊNCIA DE EMPRESAS NO BRASIL BATE RECORDE, COM 8 MILHÕES DE CNPJs NEGATIVADOS
- GUIA MIRAI

- 24 de set.
- 2 min de leitura

Dados da Serasa Experian mostram crescimento de 1,1 milhão de CNPJs inadimplentes em um ano, evidenciando o cenário de dificuldades econômicas para o setor produtivo.
Por Guia Miraí
(Com informações do Serasa)
A inadimplência das empresas no Brasil atingiu um novo recorde histórico. De acordo com o mais recente Indicador de Inadimplência das Empresas, divulgado pela Serasa Experian, o número de CNPJs negativados no país chegou a 8 milhões em julho deste ano. O dado, que reflete um aumento de 200 mil empresas inadimplentes em comparação com o mês anterior, sinaliza um cenário de crescente dificuldade para o setor produtivo.
A situação é ainda mais grave quando se analisa o comparativo anual. Em relação a julho de 2024, o número de pessoas jurídicas inadimplentes cresceu em 1,1 milhão, demonstrando a deterioração contínua da saúde financeira das empresas brasileiras ao longo do último ano. A marca de 8 milhões de CNPJs negativados é a maior já registrada na série histórica do levantamento.
Causas e impactos da inadimplência
O aumento da inadimplência empresarial é um reflexo direto dos desafios econômicos enfrentados pelo país. A alta taxa de juros, que encarece o crédito e a rolagem de dívidas, e o cenário de desaceleração econômica, que afeta o poder de compra e o fluxo de caixa das empresas, são apontados por analistas como os principais fatores por trás do recorde.
A situação é especialmente crítica para as micro e pequenas empresas, que representam a maior parte dos CNPJs no país e possuem menos capital de giro para resistir a crises financeiras. A inadimplência restringe o acesso ao crédito, limita a capacidade de investimento e, em última instância, pode levar ao encerramento das atividades e ao aumento do desemprego.
O futuro da economia
Especialistas alertam que a elevada taxa de inadimplência empresarial pode gerar um ciclo vicioso na economia. Com a dificuldade das empresas em honrar seus compromissos, fornecedores e prestadores de serviço também são impactados, gerando um efeito cascata que afeta toda a cadeia produtiva.
Para reverter o quadro, são necessárias políticas que incentivem a renegociação de dívidas, facilitem o acesso ao crédito com juros mais baixos e estimulem o crescimento econômico sustentável. A saúde financeira das empresas é fundamental para a geração de empregos e para a recuperação da economia do país.









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