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HOSPITAL EM NATAL ERRA E REALIZA TRANSPLANTE DE RIM EM PACIENTE EQUIVOCADO

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 24 de set.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


Um grave erro médico no Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal, ganhou repercussão nesta terça-feira (23), após a confirmação de que um transplante de rim foi realizado em um paciente errado. A falha, segundo a própria instituição, ocorreu devido à semelhança entre os nomes de dois pacientes que estavam na fila de espera.


De acordo com informações divulgadas pelo hospital, o equívoco resultou na realização da cirurgia em um paciente que não era o indicado para o procedimento. O homem, que não tinha compatibilidade sanguínea com o órgão, apresentou uma reação adversa logo após a operação e precisou ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O rim transplantado acabou sendo retirado, sem possibilidade de reaproveitamento.


O paciente que deveria ter recebido o órgão segue aguardando novo procedimento, ainda sem previsão.


A direção do Hospital Universitário informou que instaurou um procedimento administrativo para investigar as responsabilidades e as falhas que levaram ao erro. A unidade, vinculada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e administrada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), afirmou que está prestando toda a assistência necessária ao paciente afetado e aos familiares.


Em nota, a instituição reforçou que adota protocolos de segurança em transplantes, mas reconheceu que houve falha no processo.


O caso causou indignação entre familiares e levantou questionamentos sobre os procedimentos de segurança em cirurgias de alta complexidade. Especialistas em bioética e direito à saúde avaliam que a falha pode configurar negligência médica, e a situação deve ser apurada também por órgãos de controle externo, como o Ministério Público Federal (MPF).


O transplante de órgãos é regulado nacionalmente pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que determina critérios rigorosos de compatibilidade e segurança. A ocorrência em Natal reacende o debate sobre a necessidade de reforçar protocolos e ampliar a fiscalização.


Até o momento, o hospital não divulgou detalhes sobre o estado de saúde do paciente que recebeu o transplante incorreto, limitando-se a afirmar que ele segue em acompanhamento intensivo. Já o paciente que perdeu a chance de receber o rim terá de retornar à lista de espera, o que pode significar um longo período de incertezas.


















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