Homem pensava ter depressão mas descobre que era Testosterona Baixa
- GUIA MIRAI

- há 1 dia
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
Um caso ocorrido na Escócia reacendeu o debate sobre diagnósticos equivocados em saúde mental e a importância de investigações clínicas mais amplas. Um homem de 46 anos passou cerca de quatro anos sendo tratado para depressão até descobrir que, na verdade, sofria de níveis criticamente baixos de testosterona.
O paciente, o enfermeiro Gordon Russell, começou a apresentar sintomas em 2020. Entre os principais sinais estavam cansaço constante, irritabilidade, perda de libido e desmotivação generalizada — características frequentemente associadas a quadros depressivos. Inicialmente, os sintomas foram atribuídos a fatores emocionais e ao desgaste causado por noites mal dormidas, especialmente após o nascimento da filha e a morte do pai.
Durante anos, Russell procurou atendimento médico diversas vezes e passou por uma série de exames, incluindo testes para anemia, problemas de tireoide, além de colonoscopia e radiografia de tórax. No entanto, todos os resultados indicavam normalidade, o que dificultava a identificação da causa real do problema.
Sem um diagnóstico claro, o quadro persistiu e evoluiu, impactando diretamente sua qualidade de vida. A virada aconteceu quando um colega da área de saúde sugeriu investigar a possibilidade de deficiência hormonal masculina, utilizando um questionário específico para rastreamento.
Após exames direcionados, foi constatado que o paciente apresentava níveis muito baixos de testosterona — condição ainda subdiagnosticada em muitos casos. A deficiência hormonal pode provocar sintomas físicos e emocionais semelhantes aos da depressão, o que contribui para confusões no diagnóstico.
Segundo o relato, a perda de interesse pelas atividades do dia a dia e a queda da libido foram sinais marcantes. “Eu estava sempre cansado e mais irritado do que o normal”, descreveu.
O tratamento teve início em 2025, com terapia de reposição de testosterona pelo sistema público de saúde do Reino Unido. Após o início da reposição hormonal, houve melhora significativa nos sintomas, com recuperação gradual da energia, do humor e do bem-estar geral.
Apesar dos resultados positivos, o paciente também enfrentou efeitos colaterais, como acne, leve queda de cabelo e atrofia testicular. Atualmente, ele segue em acompanhamento médico e utiliza medicações complementares para controle dos efeitos.
O caso chama atenção para a necessidade de uma abordagem mais ampla na avaliação de sintomas como fadiga, irritabilidade e perda de libido, especialmente em homens. Especialistas alertam que nem todos os quadros com características depressivas têm origem exclusivamente psicológica, sendo fundamental investigar possíveis causas hormonais ou metabólicas.
A história traz a importância do diagnóstico correto e do acompanhamento médico adequado, evitando tratamentos prolongados e ineficazes que podem atrasar a recuperação do paciente.







Comentários