GOVERNO SANCIONA LEI QUE INCENTIVA DIAGNÓSTICO DE AUTISMO EM ADULTOS E IDOSOS
- GUIA MIRAI

- 15 de nov. de 2025
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Por Guia Miraí
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta semana, uma nova lei que amplia o alcance das políticas nacionais de identificação e apoio às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A medida, publicada no Diário Oficial da União, estabelece que o diagnóstico do autismo deve ser incentivado não apenas na infância — como ocorre tradicionalmente — mas também entre adultos e idosos, faixa etária que historicamente recebeu pouca atenção dos serviços de saúde.
Antes da sanção, a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA concentrava seus esforços sobretudo no diagnóstico precoce, voltado para crianças. Com a alteração, adultos e pessoas idosas passam a integrar oficialmente o público prioritário, garantindo que também recebam suporte adequado para avaliação e acompanhamento.
Segundo o governo, a iniciativa atende a uma demanda crescente de grupos de apoio, especialistas e associações de familiares, que apontam para um número significativo de brasileiros que chegam à vida adulta sem diagnóstico — muitos deles após anos enfrentando dificuldades sem compreensão adequada dos sintomas.
Especialistas destacam que o diagnóstico tardio pode trazer impactos profundos no bem-estar do indivíduo. Sem identificação apropriada, adultos com TEA costumam enfrentar problemas persistentes de comunicação, dificuldades em interações sociais, sensibilidade sensorial, além de padrões de comportamento repetitivo que podem ser confundidos com outras condições, como ansiedade ou depressão.
A nova lei, afirmam profissionais da área, favorece o acesso a tratamentos específicos, possibilita adaptações no ambiente de trabalho e amplia a proteção de direitos previstos em outras legislações, como prioridade no atendimento e acesso a benefícios sociais.
Apesar do avanço, o país ainda enfrenta desafios para ampliar o diagnóstico em todas as idades. A falta de especialistas, sobretudo nas redes públicas municipais, e a carência de protocolos específicos para avaliação de adultos são alguns dos obstáculos apontados por entidades de saúde mental.
Organizações reforçam a necessidade de capacitação continuada para médicos, psicólogos e equipes multidisciplinares, além da ampliação das campanhas de conscientização voltadas para adultos e famílias que desconhecem sinais do espectro autista na vida adulta.
A sanção representa mais um passo rumo à inclusão e ao reconhecimento de que o autismo acompanha o indivíduo ao longo de toda a vida. Para movimentos ligados ao tema, a atualização da política nacional contribui para reduzir estigmas e abrir caminhos para que milhares de pessoas possam acessar um diagnóstico que antes lhes era negado ou invisibilizado.









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