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GOVERNO INSISTE EM AUMENTO DE TRIBUTOS, ENQUANTO CORTES DE GASTOS SEGUEM FORA DE PAUTA

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 20 de jul.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí

(com informações de Veja)


Após uma série de debates entre os poderes da República, a proposta de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) ganhou novos desdobramentos na última quarta-feira (16). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu restaurar parte da proposta apresentada pelo presidente Lula no mês anterior, ao rejeitar a tese apresentada pelos líderes do Congresso que argumentavam que o governo estava utilizando o tributo para corrigir o rombo fiscal, em vez de cumprir sua função regulatória.


Em sua decisão, Moraes reafirmou que o governo utilizaria o aumento do IOF como uma medida para aumentar a arrecadação e, assim, minimizar o desequilíbrio fiscal, algo que havia gerado grande controvérsia entre o Congresso e a administração federal.


A medida ocorre em um cenário de crescente insatisfação com a carga tributária no Brasil, onde os contribuintes pagaram em 2024 mais de R$ 4 trilhões em impostos, representando uma carga tributária recorde de 34,2% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme levantamento do Observatório de Política Fiscal da Fundação Getulio Vargas. A insustentabilidade desse modelo, somada a um governo em busca de aumentar a arrecadação, tem gerado um desgaste crescente, alimentando o debate sobre os limites da tributação.


O aumento do IOF, que renderá cerca de R$ 11,5 bilhões ainda neste ano, já foi ajustado para compensar perdas de R$ 450 milhões devido à exclusão de tributos sobre operações de risco sacado. A medida foi criticada por diversos economistas, como Everardo Maciel, ex-secretário da Receita Federal, que argumenta que a carga tributária elevada tem se tornado um obstáculo para o desenvolvimento do país.


O dilema entre arrecadação e o custo das altas taxas para a economia do Brasil segue no centro das discussões políticas, enquanto a pressão por uma reforma tributária e a necessidade de cortar gastos continuam fora da pauta oficial.

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