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Gasolina pode ganhar nova composição para conter alta dos preços

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 9 de jun.
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


O governo federal estuda aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% como forma de reduzir os impactos da alta internacional do petróleo e tentar conter o avanço dos preços nos postos brasileiros. A proposta foi debatida nesta terça-feira (9), em Brasília, durante reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes do setor sucroalcooleiro.


Segundo o Ministério de Minas e Energia, a mudança pode diminuir significativamente a necessidade de importação de gasolina nos próximos meses. A estimativa oficial aponta redução de cerca de 454 milhões de litros em um período de 180 dias, fortalecendo a produção nacional de biocombustíveis e reduzindo a dependência externa em meio às tensões geopolíticas internacionais.


A medida também busca aliviar o bolso do consumidor. Com maior participação do etanol — combustível produzido em larga escala no Brasil — o governo acredita que será possível reduzir custos de produção e amenizar oscilações causadas pelo mercado externo de petróleo.


Além do impacto econômico, a proposta possui forte apelo ambiental. Estudos indicam que a ampliação da mistura pode reduzir a emissão de aproximadamente 552 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂), contribuindo para metas de sustentabilidade e transição energética.


Testes realizados em 2025 pelo Instituto Mauá de Tecnologia validaram o uso da nova composição em veículos leves e motocicletas, sem prejuízo significativo ao desempenho dos motores. Especialistas, no entanto, defendem acompanhamento técnico contínuo para avaliar efeitos a longo prazo em diferentes modelos de automóveis.


Outra frente anunciada pelo governo envolve a investigação da cadeia de distribuição de combustíveis. O objetivo é identificar possíveis práticas abusivas que influencem o preço final pago pelo consumidor nos postos.


Caso a proposta avance, o Brasil poderá ampliar ainda mais sua aposta nos biocombustíveis, reforçando o etanol como peça estratégica para equilibrar economia, segurança energética e sustentabilidade ambiental.

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