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FENÔMENO LÁ NIÑA DEVE IMPACTAR COM CHUVAS INTENSAS E TEMPERATURAS MAIS AMENAS NOS PRÓXIMOS MESES EM MINAS

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 28 de ago.
  • 3 min de leitura
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Por Guia Miraí


A primavera e o verão de 2025 podem ser marcados por condições climáticas mais instáveis, especialmente em Minas Gerais e em todo o Sudeste do Brasil, devido à possível formação do fenômeno climático La Niña. A Administração Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (NOAA) aumentou para 56% a chance de que o fenômeno se desenvolva no Hemisfério Sul durante a primavera. Caso se confirme, os impactos serão sentidos principalmente durante os meses de verão, trazendo mudanças significativas para a região.


O que é o La Niña?


O La Niña é um fenômeno climático que ocorre quando há um resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse resfriamento altera a circulação atmosférica global, impactando padrões de precipitação e temperatura em várias partes do mundo. Sua principal característica é a influência nas condições climáticas em regiões da América do Sul, especialmente no Brasil, com reflexos diretos sobre o tempo e as temperaturas.


Em Minas Gerais, a previsão é que as temperaturas fiquem dentro da normalidade ou abaixo da média histórica. Segundo a meteorologista Anete Fernandes, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o efeito imediato do La Niña será uma sensação de calor menos intensa durante o verão, em comparação com os anos anteriores. Isso se deve ao resfriamento das águas do Pacífico, que tende a diminuir as altas temperaturas típicas dessa estação.


Além disso, a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) será mais frequente em anos de La Niña. Esse sistema meteorológico provoca períodos prolongados de chuva, o que pode resultar em dias seguidos de precipitação em Minas Gerais. A ZCAS, por sua vez, tende a aumentar a umidade, intensificando as chuvas durante o período de primavera e verão, o que pode trazer mais instabilidade ao estado.


O impacto do La Niña não se limitará apenas a Minas Gerais. Em toda a região Sudeste, as temperaturas deverão ficar mais baixas do que o normal, e há chances de novas ondas de frio, mesmo após o fim do inverno. Isso representa um contraste com os verões quentes e secos típicos da região, criando um clima mais ameno, mas com a possibilidade de instabilidade atmosférica e chuvas intensas.


No Sul do Brasil, o fenômeno poderá causar chuvas irregulares, com períodos de seca seguidos de precipitações intensas. Por outro lado, o Norte do país deve registrar um aumento nas chuvas, com volumes de precipitação acima da média, o que pode afetar o comportamento das águas dos rios e a agricultura local.


De acordo com projeções da Climatempo e do Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e Sociedade (IRI), caso o La Niña se consolide, seus efeitos devem persistir até o início do verão, com um retorno gradual à neutralidade climática. Isso significa que, após o verão de 2025, as condições climáticas devem começar a se estabilizar, voltando a um cenário mais equilibrado, com menos eventos climáticos extremos.


A previsão para o restante de 2025 sugere que o La Niña continuará a influenciar o clima mundial, provocando alterações no padrão das chuvas e temperaturas. Esse fenômeno tem o potencial de afetar não apenas o Brasil, mas também outras regiões da América do Sul, além de influenciar fenômenos climáticos globais.


Com a chance de formação do La Niña, os próximos meses em Minas Gerais e no Sudeste devem ser marcados por temperaturas mais amenas, chuvas intensas e períodos prolongados de precipitação. Esse fenômeno trará um verão diferente do usual, com menos calor e mais instabilidade climática. É importante que a população fique atenta às previsões meteorológicas e se prepare para possíveis mudanças bruscas no tempo, principalmente em relação às chuvas e à umidade.

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