Feminicídios seguem em patamar alarmante em Minas Gerais, com média de quase 13 vítimas por mês
- GUIA MIRAI

- há 2 dias
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
Casos registrados em Belo Horizonte reforçam cenário de violência contra a mulher no estado, que contabilizou 148 ocorrências de feminicídio consumado ou tentado entre janeiro e maio deste ano.
A violência contra a mulher continua sendo uma das maiores preocupações em Minas Gerais. Em menos de 24 horas, três casos graves mobilizaram as forças de segurança em Belo Horizonte, evidenciando a gravidade do problema. Em apenas um dos episódios, a vítima sobreviveu.
Entre os casos registrados estão o de uma mulher que foi arremessada do terceiro andar de um prédio pelo companheiro, o de uma policial militar que chegou sem vida ao hospital após ser levada pelo próprio marido e o de uma mulher encontrada morta dentro do apartamento onde morava, dias após desaparecer. As circunstâncias de cada ocorrência seguem sob investigação, mas os principais suspeitos são homens que mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as vítimas.
Os episódios refletem uma realidade persistente em Minas Gerais. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), compilados pela Polícia Civil, apontam que o estado registrou 148 casos de feminicídio consumado ou tentado entre janeiro e maio deste ano, apenas um a menos do que no mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizadas 149 ocorrências.
Apesar de uma redução nos casos consumados — que passaram de 70 para 63 —, houve aumento nas tentativas de feminicídio, de 79 para 85 registros. Especialistas avaliam que esse crescimento pode indicar maior sobrevivência das vítimas graças ao atendimento rápido, mas demonstra que a frequência das agressões permanece praticamente inalterada.
Na prática, os números revelam que quase 13 mulheres são vítimas de feminicídio por mês em Minas Gerais, o equivalente a uma mulher morta aproximadamente a cada dois dias e sete horas. A maioria dos crimes ocorre em contextos de violência doméstica, marcados por controle, ciúmes, sentimento de posse e relacionamentos abusivos.
Denúncias podem salvar vidas
Autoridades reforçam que mulheres em situação de violência devem buscar ajuda o quanto antes. Familiares, amigos e vizinhos também desempenham um papel fundamental ao denunciar situações de risco.
Os principais canais de denúncia são:
* Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher;
* 190 – Polícia Militar, em casos de emergência;
* Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs).
A conscientização, a denúncia e o fortalecimento das políticas públicas de proteção são considerados essenciais para reduzir os índices de feminicídio e preservar vidas.







Comentários