EX-PRESIDENTE JAIR BOLSONARO É CONDENADO A 27 ANOS E 3 MESES DE PRISÃO PELO STF
- GUIA MIRAI

- 11 de set.
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Por Guia Miraí
Neste dia 11 de setembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes relacionados à tentativa de subverter a ordem democrática após sua derrota nas eleições de 2022. A decisão foi tomada pela Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros, com maioria de três votos a favor da condenação e um voto divergente.
Crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado:
• Tentativa de golpe de Estado
• Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
• Organização criminosa armada
• Dano qualificado
• Deterioração de patrimônio tombado
A pena total pode chegar até 43 anos de prisão. O julgamento ainda está em andamento, com a definição das penas prevista para as próximas sessões.
Voto divergente de Luiz Fux
O ministro Luiz Fux foi o único a votar pela absolvição de Bolsonaro. Ele argumentou que não havia provas suficientes para condená-lo e questionou a competência do STF para julgar o caso, uma vez que Bolsonaro já não detinha foro privilegiado. Fux também criticou a rapidez do processo e a falta de tempo adequado para análise das provas, comparando o caso com o da Operação Lava Jato, que teve decisões anuladas por falhas processuais.
Repercussão política e internacional
A condenação de Bolsonaro gerou reações polarizadas no Brasil. Aliados do ex-presidente, como os governadores Tarcísio de Freitas e Romeu Zema, criticaram a decisão, alegando perseguição política. Por outro lado, líderes oposicionistas, como Lindbergh Farias e Marcelo Freixo, celebraram a sentença como uma vitória da democracia.
Internacionalmente, a condenação atraiu atenção, especialmente dos Estados Unidos. O ex-presidente Donald Trump expressou apoio a Bolsonaro, chamando o processo de “caça às bruxas”, enquanto o governo brasileiro recebeu críticas por parte de aliados internacionais.
Situação atual de Bolsonaro
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de exercer atividades políticas até 2030, devido a condenações anteriores. Ele nega todas as acusações e afirma que não ordenou nenhum ato ilegal. Sua defesa planeja recorrer da decisão ao plenário do STF.
Além deste processo, Bolsonaro enfrenta outras investigações, como o caso das joias sauditas, que envolvem acusações de peculato e lavagem de dinheiro. Em julho de 2024, a Polícia Federal indiciou Bolsonaro e aliados por envolvimento na venda ilegal de presentes recebidos durante sua presidência.
O desfecho deste julgamento pode ter implicações significativas para o cenário político brasileiro, incluindo possíveis impactos nas eleições de 2026.









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