Escândalo no Judiciário: Banco Master repassou R$ 500 milhões a escritórios de advocacia ligados à família de ministro do STF
- GUIA MIRAI

- há 14 horas
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Por Guia Miraí
(Informações de Metrópoles)
Um escândalo de grandes proporções veio à tona e passou a levantar sérios questionamentos sobre conflito de interesses, ética e transparência no Judiciário brasileiro. Reportagens revelaram que o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, destinou cerca de R$ 500 milhões a escritórios de advocacia ao longo de 2025, em meio a investigações que culminaram na liquidação da instituição pelo Banco Central e na prisão temporária do próprio banqueiro.
O contrato mais polêmico envolve o escritório Barci de Moraes Advogados, administrado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, além dos filhos do casal. De acordo com as informações divulgadas, o acordo previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões por um período de 36 meses, o que poderia totalizar aproximadamente R$ 129 milhões.
As informações foram reveladas por veículos como Metrópoles, O Globo e Folha de S.Paulo, a partir de documentos e dados obtidos em operações da Polícia Federal. As investigações indicam que os repasses ocorreram enquanto o Banco Master estava sob forte escrutínio regulatório, o que levantou suspeitas sobre o uso de recursos da instituição para beneficiar pessoas ligadas a um dos ministros mais influentes do STF.
Segundo as autoridades, cerca de R$ 79 milhões já teriam sido efetivamente repassados até outubro de 2025. O tamanho dos valores, considerados acima da média de mercado por especialistas, e a aparente falta de transparência nos serviços prestados intensificaram as críticas.
O ministro Alexandre de Moraes negou qualquer interferência pessoal no caso e afirmou que o contrato não tem relação com a liquidação do Banco Master nem com decisões judiciais envolvendo a instituição. Ainda assim, críticos e opositores apontam que o episódio compromete a imagem de imparcialidade do Judiciário, especialmente pelo fato de envolver familiares diretos de um ministro do STF.
Especialistas em direito administrativo e ética pública destacam que, mesmo que não haja ilegalidade comprovada até o momento, a situação expõe fragilidades nos mecanismos de prevenção a conflitos de interesse e reforça a necessidade de maior controle e transparência em contratos firmados por empresas sob investigação.
O caso provocou forte repercussão política e institucional, reacendendo debates sobre nepotismo, influência econômica no sistema de Justiça e credibilidade das instituições democráticas. Parlamentares da oposição e entidades da sociedade civil já cobram apurações rigorosas, tanto no âmbito do Judiciário quanto dos órgãos de controle, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
As investigações seguem em andamento, e o episódio pode ter desdobramentos relevantes, incluindo eventuais responsabilizações administrativas, civis ou criminais, a depender do avanço das apurações. Enquanto isso, o caso se consolida como um dos mais sensíveis e controversos envolvendo a relação entre poder econômico e Judiciário nos últimos anos no Brasil.









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