Documentos revelam que Banco Central foi informado previamente sobre venda do Banco Master e viagem de Daniel Vorcaro a Dubai
- GUIA MIRAI

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Por Guia Miraí
Novos documentos entregues ao Poder Judiciário nesta terça-feira (25) pela defesa do empresário Daniel Vorcaro reforçam que o Banco Central do Brasil (BC) tinha pleno conhecimento tanto sobre a venda do Banco Master quanto sobre a viagem do executivo a Dubai, realizada em 17 de novembro. As informações contestam a tese de que Vorcaro teria tentado fugir do país enquanto o processo de venda do conglomerado estava em andamento.
A documentação apresentada complementa registros já existentes na agenda pública do BC e também a nota oficial divulgada pela autarquia em 22 de novembro de 2025, na qual o órgão confirmou ter sido informado das movimentações relativas à transação.
De acordo com os documentos anexados pela defesa, Daniel Vorcaro participou de uma videoconferência com representantes do Banco Central no dia 17 de novembro, durante a qual atualizou o órgão regulador sobre o processo de venda dos ativos do Conglomerado Master.
Na reunião, Vorcaro teria reforçado que, ainda naquela mesma data, seria anunciado ao mercado o acordo de venda do Banco Master para um grupo nacional de investidores representado pela Fictor — transação que já vinha sendo negociada há meses e que dependia de formalização regulatória.
Segundo a defesa, todos os documentos da operação foram protocolados no sistema do Banco Central imediatamente após a reunião, conforme exigido pelas normas de supervisão, o que comprovaria transparência no processo.
Durante o encontro virtual, Vorcaro também informou ao Banco Central que embarcaria para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na tarde do próprio dia 17 de novembro, com o objetivo de assinar o contrato de venda e concluir a formalização da entrada de investidores estrangeiros no novo bloco acionário do Banco Master.
A defesa destaca que a viagem, longe de caracterizar fuga, fazia parte do cronograma oficial de fechamento da transação e foi comunicada antecipadamente à autoridade reguladora. Esse aviso prévio, argumenta a equipe jurídica, reforça que não houve qualquer tentativa de evasão ou ocultamento de informações.
Os advogados afirmam que as provas apresentadas desmontam a narrativa de que Vorcaro teria tentado se esquivar de responsabilidade ou fugir da Justiça. Eles ressaltam que a comunicação formal ao Banco Central demonstra “conduta colaborativa, transparente e alinhada às regras do sistema financeiro”.
Além disso, a defesa garante que toda a documentação referente à venda do Banco Master foi entregue dentro dos prazos legais e que as autoridades competentes estavam plenamente cientes de cada etapa do processo.
Com a apresentação dos novos documentos, espera-se que o Judiciário avalie novamente as alegações de tentativa de fuga e possa reconsiderar eventuais medidas cautelares adotadas contra Vorcaro.
O Banco Central, por sua vez, não comentou sobre o conteúdo adicional entregue pela defesa, mas reafirmou — por meio de sua nota oficial — que já havia sido informado sobre a agenda do empresário e sobre as movimentações do conglomerado.
O caso segue em análise, enquanto a venda do Banco Master continua em processo de avaliação regulatória e de transição entre acionistas.









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