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CÂNCER RENAL EM ALTA: OMS ALERTA PARA CRESCIMENTO PREOCUPANTE DE 80% NO BRASIL

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 8 de ago.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


A incidência de câncer renal deve crescer de forma expressiva nas próximas décadas, de acordo com projeções divulgadas pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados apontam que, até 2050, o número de casos no mundo pode aumentar 63,15%. No Brasil, o cenário é ainda mais alarmante: o crescimento estimado ultrapassa os 80% no mesmo período.


Segundo especialistas, o aumento é resultado de múltiplos fatores, sendo os principais o envelhecimento da população e o crescimento da prevalência de doenças crônicas como obesidade, hipertensão e diabetes, além do tabagismo — todos fatores de risco conhecidos para o câncer renal.


A doença, caracterizada pelo desenvolvimento de tumores nos rins, muitas vezes é silenciosa nos estágios iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. No entanto, dados do sistema de saúde brasileiro mostram que o número de hospitalizações relacionadas ao câncer renal cresceu mais de 18% ao ano entre 2013 e 2023, o que reflete tanto o avanço da doença quanto o aumento das detecções.


Por outro lado, o avanço tecnológico e o maior acesso a exames de imagem, como tomografias e ultrassonografias, têm contribuído para o diagnóstico em fases mais iniciais, quando o tratamento tende a ser mais eficaz e menos invasivo.


Prevenção e diagnóstico precoce


A prevenção é um dos principais caminhos para frear o avanço do câncer renal. Manter hábitos de vida saudáveis, como praticar atividades físicas regularmente, manter o peso corporal adequado, ter uma alimentação equilibrada e evitar o tabaco, são medidas fundamentais para reduzir os riscos.


Além disso, o acompanhamento médico regular é essencial, principalmente para pessoas com fatores de risco ou histórico familiar da doença. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e pode evitar a necessidade de tratamentos mais agressivos, como a remoção total do rim.


Diante do cenário de alerta, especialistas reforçam a importância de políticas públicas voltadas à conscientização, prevenção e ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento, especialmente em países como o Brasil, onde o crescimento da doença tende a ser ainda mais acentuado nos próximos anos.

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