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COM FOGUETE PRODUZIDO NA COREIA, BRASIL REALIZA PRIMEIRO LANÇAMENTO COMERCIAL E ENTRA NO MERCADO GLOBAL DE VOOS ESPACIAIS

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 8 de nov.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


O Brasil está prestes a entrar em uma nova era da exploração espacial. No dia 22 de novembro, está previsto o primeiro lançamento comercial de um foguete a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O feito marcará a estreia do país no mercado global de voos espaciais privados.


O lançamento será conduzido pela Força Aérea Brasileira (FAB), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), e contará com o foguete HANBIT-Nano, desenvolvido pela startup sul-coreana Innospace. O veículo tem cerca de 22 metros de altura, 1,4 metro de diâmetro e peso aproximado de 20 toneladas, podendo transportar até 90 quilos de carga útil em órbita baixa da Terra.


Segundo o planejamento, o foguete será lançado às 15h (horário de Brasília), com uma janela operacional estendida até 28 de novembro, em caso de necessidade de ajustes técnicos ou meteorológicos.


A parceria com a Innospace foi formalizada em 2020, por meio de edital público da AEB, e representa um avanço significativo na cooperação tecnológica entre Brasil e Coreia do Sul. O HANBIT-Nano utiliza propulsão híbrida, que combina características de combustíveis líquidos e sólidos, reduzindo o impacto ambiental e aumentando a segurança da operação.


De acordo com o tenente-brigadeiro do Ar Ricardo Augusto Fonseca Neubert, diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o lançamento “fortalece a soberania do Brasil no setor espacial e abre portas para novos investimentos e parcerias internacionais”.


A missão levará cinco satélites e três experimentos científicos desenvolvidos por instituições brasileiras e estrangeiras. Entre os projetos embarcados, destaca-se o PION-BR2, desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em parceria com a AEB e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que levará ao espaço mensagens escritas por estudantes da rede pública maranhense.


Outro destaque é o experimento Jussara-K, voltado à coleta de dados ambientais e atmosféricos, que reforça a participação de universidades brasileiras na corrida espacial.


Localizado próximo à linha do Equador, o Centro de Lançamento de Alcântara é considerado um dos locais mais estratégicos do mundo para operações espaciais. Sua posição geográfica permite economia de combustível e maior eficiência nos lançamentos.


O CLA, entretanto, também carrega uma história marcada por desafios. Em 2003, uma explosão durante os preparativos do foguete VLS-1 deixou 21 mortos e paralisou por anos o programa espacial brasileiro. Agora, com novas parcerias e protocolos internacionais, o centro se prepara para um novo ciclo — mais seguro, tecnológico e voltado à iniciativa privada.


O lançamento do HANBIT-Nano representa um divisor de águas para o Brasil. Além de simbolizar a entrada do país no mercado comercial de lançamentos orbitais, o projeto reforça a intenção do governo de transformar Alcântara em um polo internacional de lançamentos e inovação tecnológica.


Especialistas acreditam que o sucesso da operação poderá atrair novas empresas do setor aeroespacial e consolidar o país como protagonista na América Latina.


“Este é um passo fundamental para que o Brasil deixe de ser apenas um observador e passe a atuar ativamente no mercado espacial global”, destacou a AEB em nota oficial.


Se tudo ocorrer conforme o planejado, o voo do HANBIT-Nano abrirá caminho para uma nova era da exploração espacial brasileira — marcada pela união entre ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico.

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