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Chip que devolve a visão deve chegar ao mercado em 2026, aponta estudo internacional

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

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Por Guia Miraí


Uma tecnologia desenvolvida ao longo de mais de duas décadas pode revolucionar a vida de pessoas com deficiência visual. Um chip ocular experimental, criado por pesquisadores de diversas instituições e liderado pela Stanford Medicine, apresentou resultados animadores em um ensaio clínico internacional. O estudo indica que o dispositivo poderá chegar ao mercado europeu já em 2026.


O implante, projetado para estimular diretamente vias neurais relacionadas à visão, foi testado em 32 pacientes que haviam perdido a capacidade de distinguir letras e formas básicas. Após um ano de uso, 27 participantes recuperaram algum nível de leitura, conseguindo identificar caracteres simples e reconhecer padrões visuais que, até então, eram impossíveis.


Segundo os cientistas, embora o dispositivo não proporcione visão perfeita, ele representa um avanço significativo. O objetivo é restaurar parte da autonomia dos pacientes, permitindo que realizem atividades cotidianas com maior independência. “Não estamos falando de visão total, mas de um ganho que transforma vidas”, afirmam os responsáveis pelo estudo.


A criação do chip ocular também abre portas para uma nova geração de próteses neurais, com aplicações que podem ir além da visão. A empresa responsável por sua futura comercialização já trabalha em versões mais avançadas do dispositivo, que devem oferecer maior resolução e até mesmo a capacidade de reconhecer rostos, algo considerado um marco na tecnologia assistiva.


Se aprovado para uso comercial, o chip poderá beneficiar milhares de pessoas em todo o mundo que perderam a visão por doenças degenerativas ou lesões graves. A expectativa é que, com o avanço das pesquisas, o custo também diminua, permitindo que mais pacientes tenham acesso ao implante.


A tecnologia ainda deve passar por processos regulatórios rigorosos, mas os resultados iniciais colocam o dispositivo como uma das inovações médicas mais promissoras da década.

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