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CHINESES IDENTIFICAM NOVO VÍRUS CAPAZ DE AFETAR CEREBRO HUMANO

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 11 de set. de 2024
  • 2 min de leitura
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Pesquisadores na China descobriram um novo vírus transmitido por carrapatos que pode afetar vários órgãos humanos, incluindo o cérebro e o sistema nervoso. O estudo, publicado em 4 de setembro de 2024, no New England Journal of Medicine, identificou o vírus das zonas úmidas (Wetlands Virus ou WELV, em inglês). Esse vírus é transmitido por cinco espécies diferentes de carrapatos, sendo a Haemaphysalis concinna a mais comum.


O primeiro caso registrado ocorreu em junho de 2019, quando um homem de 61 anos foi hospitalizado em Jinzhou, na China, após desenvolver febre persistente e falência de múltiplos órgãos. Ele havia sido picado por um carrapato em um parque de pântanos na Mongólia. Apesar de ser tratado com antibióticos, sua condição não melhorou, sugerindo uma infecção viral. Testes de sequenciamento identificaram um orthonairovirus desconhecido, posteriormente nomeado como WELV.


Até o momento, pelo menos 20 casos de infecção pelo WELV foram confirmados na China e na Mongólia, com todos os pacientes necessitando de hospitalização. Os sintomas incluem febre persistente, tontura, dor de cabeça, mal-estar, dores musculares e articulares, além de pequenas manchas na pele e inchaço das glândulas. Em um caso, houve manifestação de sintomas neurológicos. Todos os pacientes sobreviveram.


Mais de 20 casos de doença transmitida por carrapato


Os pesquisadores também descobriram que ao menos 20 pessoas tinham sido infectadas pelo vírus na China e na Mongólia. Todas foram hospitalizadas com febre persistente, semelhante à do homem de 61 anos.


Esses pacientes também tiveram sintomas inespecíficos, incluindo febre, tontura, dor de cabeça, mal-estar, dor muscular, artrite e dor nas costas. Alguns deles também apresentaram pequenas manchas marrom-arroxeadas causadas pelo sangramento sob a pele e inchaço das glândulas. Um paciente apresentou sintomas neurológicos.

Todos os pacientes que receberam tratamento tiveram alta hospitalar dentro de quatro a 15 dias.


“Conduzimos vigilância ativa baseada em hospital para determinar a prevalência de infecção por WELV entre pacientes febris com histórico de picadas de carrapatos”, contaram os pesquisadores no artigo científico.


O novo estudo foi financiado pela Fundação Nacional de Ciências Naturais da China e pelo Fundo de Inovação para Ciências Médicas da Academia Chinesa de Ciências Médicas.


Essa descoberta ressalta a importância de vigilância e pesquisa contínua em doenças zoonóticas, especialmente aquelas transmitidas por carrapatos, que podem ter sérias implicações para a saúde pública.


GUIA MIRAI 

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