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Caminhoneiros ameaçam greve nacional caso MP do Frete não seja votada pelo Senado

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Lideranças de caminhoneiros autônomos voltaram a ameaçar uma paralisação nacional caso o Senado Federal não vote, até o próximo dia 16 de julho, a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas aguarda inclusão na pauta do plenário do Senado. Se isso não ocorrer dentro do prazo constitucional, a medida perderá a validade.


A principal reivindicação da categoria é que o texto seja analisado antes de expirar. Segundo representantes dos caminhoneiros, a MP fortalece os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, tornando mais rigorosa a punição para empresas que contratarem transportes abaixo dos valores definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).


O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, afirmou que uma greve poderá ser convocada caso a proposta caduque sem votação. Em declarações públicas, ele responsabilizou diretamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pela demora na apreciação da matéria.


O que prevê a MP do Frete


A medida provisória foi editada pelo governo federal em março de 2026 após pressões do setor de transporte rodoviário. Entre os principais pontos estão:


* Reforço na fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete;

* Ampliação das penalidades para quem contratar fretes abaixo da tabela oficial da ANTT;

* Obrigatoriedade de mecanismos de controle das operações de transporte, como o registro por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT);

* Ajustes nas regras de fiscalização e aplicação de multas, alguns deles modificados durante a tramitação na Câmara.


Setor produtivo também acompanha votação


Enquanto os caminhoneiros defendem a aprovação da MP, representantes do agronegócio e da indústria manifestam preocupação com o possível aumento dos custos logísticos decorrentes das novas exigências. O debate opõe, de um lado, a garantia do cumprimento do frete mínimo para os transportadores e, de outro, o impacto financeiro para empresas que contratam o serviço.


Possíveis impactos de uma greve


Caso uma paralisação nacional seja confirmada, especialistas alertam para riscos de desabastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos, além de impactos na indústria e no comércio. O país ainda guarda as consequências da greve dos caminhoneiros de 2018, que provocou bloqueios em rodovias, falta de produtos essenciais e prejuízos bilionários à economia brasileira.


Até o momento, não há uma greve decretada. O que existe é uma ameaça de paralisação, condicionada à não votação da MP do Frete pelo Senado até o dia 16 de julho. As negociações seguem em andamento nos bastidores do Congresso Nacional.

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