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BRINCADEIRA NAS REDES SOCIAIS HOMEM INVENTA QUE MULHER GANHOU R$ 127 MILHÕES E CAUSA PÂNICO E AMEAÇAS À IDOSA EM MATOZINHOS MG

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 25 de jun.
  • 2 min de leitura

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O que começou como uma suposta brincadeira virou um pesadelo para uma família em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Uma idosa foi alvo de boatos que a apontavam como a ganhadora de um prêmio de R$ 127 milhões da Mega-Sena, informação completamente falsa e que resultou em ameaças, medo e exposição indevida.


O boato surgiu no sábado (21), quando um homem de 33 anos, morador da mesma cidade, publicou em redes sociais que a vizinha teria acertado as seis dezenas do concurso milionário. Ele alegou que se tratava de um "experimento social" para observar a repercussão de uma notícia falsa, sem imaginar a proporção que a situação tomaria.


A partir da publicação, a vida da idosa e de seus familiares virou de cabeça para baixo. Eles passaram a receber ligações insistentes de desconhecidos, foram abordados por curiosos na rua e notaram pessoas rondando a casa. O caso escalou a ponto de um dos sobrinhos da mulher ter sido ameaçado de sequestro, com exigência de transferência do suposto valor do prêmio — que nunca existiu.


A idosa confirmou que de fato costuma fazer apostas na Mega-Sena, mas de forma online. Ela ressaltou que o verdadeiro ganhador do prêmio fez a aposta presencialmente, o que por si só já desmentia a possibilidade de ter sido ela a vencedora. Apesar disso, não conseguiu mais ter paz. "Estão pedindo dinheiro, carro e até minha hamburgueria", relatou, assustada com a onda de assédio e especulação.


Diante da repercussão, o homem responsável pelo boato se pronunciou, afirmando que não teve a intenção de causar prejuízos. Disse ainda que, ao perceber a dimensão do equívoco, procurou a família para esclarecer a situação. Segundo ele, a mensagem foi enviada inicialmente em apenas um grupo, mas viralizou rapidamente.


Como se não bastasse, outros boatos surgiram na esteira da falsa notícia, como de que a idosa teria sido vista gritando na rua ou sendo atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade — informações igualmente falsas.


A família estuda medidas legais diante do impacto causado pela divulgação irresponsável da informação. O caso reacende o alerta sobre os perigos das fake news, especialmente quando envolvem a privacidade e a segurança de pessoas inocentes. As autoridades locais acompanham a situação.


GUIA MIRAI



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