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Brasil terá primeira fábrica do mundo de curativos produzidos com pele de tilápia

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 21 minutos
  • 2 min de leitura

Por Guia Mirai

(Informações: Universidade Federal do Ceará-UFC)


O Brasil deve ganhar a primeira fábrica do mundo dedicada ao processamento em larga escala de pele de tilápia para a produção de curativos de uso médico. A unidade será instalada em Jaguaribara, no interior do Ceará, com investimento inicial estimado em R$ 52 milhões.


A tecnologia foi desenvolvida a partir de pesquisas da Universidade Federal do Ceará (UFC) e utiliza a pele da tilápia, que normalmente seria descartada pela indústria, como matéria-prima para a produção de um curativo biológico.


O material poderá ser utilizado principalmente no tratamento de queimaduras e feridas de difícil cicatrização. A proposta é aproveitar as propriedades da pele do peixe para auxiliar no processo de recuperação dos tecidos e oferecer uma alternativa aos tratamentos convencionais.


O projeto industrial é conduzido pelo Consórcio Biotec, por meio da Inova Medical, que pretende transformar a tecnologia desenvolvida no Ceará em uma produção de maior escala.


Tecnologia desenvolvida no Ceará


A utilização da pele de tilápia para fins médicos surgiu a partir de pesquisas realizadas por pesquisadores da UFC. O material passa por processos específicos de preparação e esterilização antes de ser transformado em um produto destinado à aplicação médica.


Além de dar uma nova utilidade a um material que seria descartado, a iniciativa representa um avanço na aplicação da pesquisa científica brasileira na área da saúde.


Possível impacto no SUS


A expectativa é de que a nova unidade possa contribuir para atender parte da demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) por curativos destinados a pacientes com queimaduras e ferimentos de difícil cicatrização.


O projeto também prevê a possibilidade de levar a tecnologia desenvolvida no Ceará para outros países, ampliando o alcance de uma inovação criada no Brasil.


Com investimento de R$ 52 milhões, a fábrica representa uma aposta na união entre ciência, inovação, indústria e saúde, transformando um subproduto da piscicultura em uma tecnologia com potencial de aplicação médica em larga escala.

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