Brasil terá primeira fábrica do mundo de curativos produzidos com pele de tilápia
- GUIA MIRAI

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Por Guia Mirai
(Informações: Universidade Federal do Ceará-UFC)
O Brasil deve ganhar a primeira fábrica do mundo dedicada ao processamento em larga escala de pele de tilápia para a produção de curativos de uso médico. A unidade será instalada em Jaguaribara, no interior do Ceará, com investimento inicial estimado em R$ 52 milhões.
A tecnologia foi desenvolvida a partir de pesquisas da Universidade Federal do Ceará (UFC) e utiliza a pele da tilápia, que normalmente seria descartada pela indústria, como matéria-prima para a produção de um curativo biológico.
O material poderá ser utilizado principalmente no tratamento de queimaduras e feridas de difícil cicatrização. A proposta é aproveitar as propriedades da pele do peixe para auxiliar no processo de recuperação dos tecidos e oferecer uma alternativa aos tratamentos convencionais.
O projeto industrial é conduzido pelo Consórcio Biotec, por meio da Inova Medical, que pretende transformar a tecnologia desenvolvida no Ceará em uma produção de maior escala.
Tecnologia desenvolvida no Ceará
A utilização da pele de tilápia para fins médicos surgiu a partir de pesquisas realizadas por pesquisadores da UFC. O material passa por processos específicos de preparação e esterilização antes de ser transformado em um produto destinado à aplicação médica.
Além de dar uma nova utilidade a um material que seria descartado, a iniciativa representa um avanço na aplicação da pesquisa científica brasileira na área da saúde.
Possível impacto no SUS
A expectativa é de que a nova unidade possa contribuir para atender parte da demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) por curativos destinados a pacientes com queimaduras e ferimentos de difícil cicatrização.
O projeto também prevê a possibilidade de levar a tecnologia desenvolvida no Ceará para outros países, ampliando o alcance de uma inovação criada no Brasil.
Com investimento de R$ 52 milhões, a fábrica representa uma aposta na união entre ciência, inovação, indústria e saúde, transformando um subproduto da piscicultura em uma tecnologia com potencial de aplicação médica em larga escala.







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