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Anvisa suspende lote de dipirona e medicamentos manipulados por risco à saúde

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 8 de abr.
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, distribuição e uso de um lote específico do analgésico dipirona, além de diversos medicamentos manipulados, após identificar falhas graves que podem comprometer a segurança dos pacientes.


De acordo com a agência reguladora, a decisão foi motivada por desvios de qualidade. No caso da dipirona, produzida pela empresa Hypofarma, foi detectada a presença de material particulado na solução, indicando possível contaminação e risco direto à saúde dos consumidores.


A suspensão atinge o lote 24112378 da dipirona monoidratada 500 mg/mL. Já em relação aos medicamentos manipulados, a Anvisa apontou irregularidades como falhas no controle de qualidade, armazenamento inadequado e ausência de garantia sobre a procedência das matérias-primas utilizadas.


Entre os produtos afetados estão substâncias como semaglutida, testosterona, nandrolona e tirzepatida, amplamente utilizadas em tratamentos hormonais e metabólicos. Segundo a agência, todos os lotes dessas substâncias produzidos por determinadas empresas foram incluídos na medida sanitária.


Além disso, também foram suspensos todos os produtos estéreis de uma farmácia de manipulação localizada em São José dos Campos (SP), após a identificação de problemas que colocam em risco a esterilidade e segurança dos medicamentos.


A Anvisa orienta que os consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos pertencentes aos lotes afetados e procurem orientação médica em caso de dúvidas ou efeitos adversos.


Em nota, a Hypofarma informou que o problema envolvendo a dipirona está restrito a um único lote e que a empresa segue rigorosos padrões de qualidade. A agência, no entanto, reforça que a medida é preventiva e visa proteger a saúde pública diante de possíveis riscos.


O caso reacende o debate sobre a fiscalização de medicamentos no país, especialmente no setor de manipulação, que exige controle rigoroso para garantir a eficácia e segurança dos produtos oferecidos à população.

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