Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer de pulmão avançado no Brasil


Emrelis é uma terapia direcionada às células tumorais e poderá beneficiar pacientes com características específicas da doença que já passaram por tratamentos anteriores. Estudos apontaram resposta positiva em parte dos pacientes.
Por Guia Miraí
(Fonte: Anvisa e Agência Brasil)
Uma nova alternativa no tratamento do câncer de pulmão avançado foi aprovada no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro do medicamento Emrelis (telisotuzumabe vedotina), desenvolvido pela farmacêutica AbbVie, destinado a pacientes adultos com um tipo específico de câncer de pulmão de células não pequenas.
A aprovação foi divulgada em outubro de 2026 e representa um avanço na área da oncologia de precisão, que utiliza características moleculares dos tumores para direcionar o tratamento.
COMO FUNCIONA O MEDICAMENTO?
Diferentemente de tratamentos convencionais, o Emrelis foi desenvolvido para reconhecer uma proteína chamada c-Met, encontrada na superfície de determinadas células tumorais.
O medicamento se liga a essa proteína e permite que uma substância com ação contra o câncer seja liberada dentro da célula, provocando sua destruição.
A terapia é indicada para adultos que apresentam:
* Câncer de pulmão de células não pequenas, do tipo não escamoso;
* Doença localmente avançada ou metastática;
* Alta expressão da proteína c-Met no tumor;
* Receptor EGFR do tipo selvagem;
* Histórico de tratamento sistêmico anterior.
Portanto, não se trata de um medicamento indicado para todos os pacientes com câncer de pulmão. A identificação das características do tumor é fundamental para avaliar a possibilidade de utilização.
RESULTADOS DOS ESTUDOS CLÍNICOS
A aprovação teve como principal fundamento o estudo clínico de fase 2 LUMINOSITY.
De acordo com os dados apresentados pela Anvisa, o medicamento demonstrou uma taxa de resposta objetiva de 29,2% na população total avaliada. Entre os pacientes com alta expressão da proteína c-Met, esse índice chegou a 34,5%.
Isso significa que uma parcela dos participantes apresentou redução mensurável do tumor. Os resultados não representam cura, mas indicam atividade antitumoral e uma nova possibilidade terapêutica para pacientes que possuem poucas alternativas de tratamento.
QUANDO O MEDICAMENTO ESTARÁ DISPONÍVEL?
Apesar da aprovação pela Anvisa, o registro não significa que o medicamento já esteja disponível para compra ou distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Ainda é necessário avançar nas etapas de definição do preço e comercialização no Brasil. A eventual incorporação ao SUS também depende de avaliação específica pelas autoridades responsáveis.
A aprovação reforça a importância dos avanços científicos e das pesquisas em oncologia, ampliando as perspectivas de tratamento para pacientes que enfrentam formas avançadas da doença.







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