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Alta do trigo pressiona preços e deve encarecer pão, massas e biscoitos no Brasil

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 44 minutos
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


O preço do trigo voltou a subir no mercado nacional e internacional, acendendo um alerta para consumidores e para a indústria alimentícia. A valorização do grão, principal insumo da farinha, deve provocar aumento nos preços de produtos básicos como pão, massas e biscoitos nas próximas semanas.


No cenário global, a cotação do trigo negociado na Bolsa de Chicago — referência internacional — registrou forte alta recente, passando de cerca de US$ 5,10–5,20 por bushel para aproximadamente US$ 6,20 no início de março. O movimento reflete uma combinação de fatores climáticos, redução da oferta e aumento dos custos logísticos.


No Brasil, os efeitos já são sentidos. No Paraná, principal estado produtor, a tonelada do trigo é negociada entre R$ 1.350 e R$ 1.400. Já no Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 1.200 e R$ 1.300, podendo subir conforme a qualidade do produto. O trigo importado, especialmente do Paraguai, também apresenta valores elevados, girando entre US$ 260 e US$ 270 por tonelada.


Quando considerados custos de importação e logística, o preço final pode variar entre R$ 1.561 e R$ 1.712 por tonelada, aumentando a pressão sobre o mercado interno. Esse cenário impacta diretamente a cadeia produtiva, especialmente os moinhos, que já avaliam repassar os custos ao consumidor.


Farinha deve subir ainda em abril


Especialistas do setor apontam que o aumento no preço do trigo deve se refletir rapidamente na farinha de trigo, base de diversos alimentos consumidos diariamente. A expectativa é de reajustes entre 5% e 10% já no mês de abril.


Atualmente, a tonelada da farinha está cotada entre R$ 1.970 e R$ 2.000. Com a elevação dos custos, indústrias e padarias tendem a reajustar seus preços, impactando diretamente o bolso do consumidor.


Além disso, há uma mudança de comportamento no setor: diante dos preços elevados, alguns moinhos consideram mais vantajoso vender o trigo bruto do que processá-lo, o que pode reduzir a oferta de farinha e intensificar a alta.


Fatores por trás da alta


Diversos elementos explicam o atual cenário de valorização do trigo. Entre os principais fatores estão:

• Redução da oferta interna, com estoques baixos e período de entressafra no Brasil

• Problemas climáticos globais, incluindo seca que afetou cerca de 55% das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos

• Queda na produção mundial, estimada em 822 milhões de toneladas na safra 2026/2027, abaixo de recordes anteriores

• Aumento dos custos de produção, como energia, fertilizantes e transporte, com alta de pelo menos 10% no frete em alguns casos


Esse conjunto de fatores contribui para um ambiente de preços sustentados em patamar elevado, tanto no mercado doméstico quanto internacional.


Impacto no consumo e na inflação


O aumento no preço de itens básicos derivados do trigo pode ter reflexos importantes na inflação dos alimentos. Produtos como pão francês, macarrão e biscoitos estão entre os mais consumidos no país e têm peso significativo no orçamento das famílias.


Economistas alertam que, caso a tendência de alta se mantenha, o impacto pode se espalhar por toda a cadeia alimentar, pressionando índices de inflação e exigindo atenção das autoridades econômicas.


Enquanto isso, consumidores já começam a sentir os primeiros efeitos nas prateleiras, com reajustes graduais que devem se intensificar nos próximos meses.

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