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ABANDONO E HORROR: QUATRO CORPOS MUMIFICADOS SÃO ENCONTRADOS EM NECROTÉRIO DE HOSPITAL NO RIO DE JANEIRO

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 6 de out
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) revelou, na última sexta-feira (3), um caso chocante de negligência e possível crime no Hospital Municipal Salgado Filho, localizado no Méier, zona norte da cidade. Durante uma operação investigativa iniciada a partir de uma denúncia sobre a má conservação de corpos no necrotério, foram encontrados quatro corpos mumificados, o que levanta sérias questões sobre a gestão dos cadáveres e as condições de armazenamento na unidade hospitalar.


A operação começou após uma denúncia anônima que indicava falhas graves na manutenção dos corpos armazenados no necrotério do hospital. Quando os investigadores chegaram ao local, encontraram os corpos em avançado estado de decomposição, com um deles já em processo de mumificação, com previsão de decomposição total somente em dezembro de 2024. A descoberta foi ainda mais alarmante, pois a deterioração dos corpos impediu até a identificação do sexo das vítimas. Em total, 14 cadáveres estavam armazenados no necrotério, mas a polícia ainda trabalha na identificação de quantos já foram reconhecidos.


O caso levantou uma série de questionamentos, não só sobre as condições do necrotério, mas também sobre a possível má gestão dos cadáveres e até indícios de fraude processual. Segundo a Polícia Civil, o responsável pelo necrotério ainda não se apresentou, embora tenha sido convocado para prestar depoimento. Caso se confirme que houve falhas na preservação dos corpos ou irregularidades administrativas, os envolvidos poderão ser responsabilizados por fraude processual e vilipêndio de cadáver.


A situação também abre o debate sobre a responsabilidade dos profissionais de saúde em garantir o devido cuidado com os corpos, especialmente em instituições públicas, onde os recursos muitas vezes são limitados. A Polícia Civil já informou que os responsáveis pela gestão do necrotério serão cobrados e, caso se prove que houve negligência ou erros técnicos, os envolvidos poderão responder por suas ações.


O caso gerou revolta e preocupação entre a população carioca, especialmente entre familiares das vítimas que estavam aguardando o devido processo de liberação dos corpos. A denúncia de condições inadequadas de armazenamento coloca em xeque a integridade do sistema de saúde pública no Rio de Janeiro.


As investigações continuam, com os responsáveis pelo necrotério sendo chamados para prestar depoimentos. A polícia ainda trabalha para esclarecer se houve falha técnica no processo de conservação dos corpos ou se a situação envolve uma irregularidade mais grave. O caso segue sendo acompanhado de perto por autoridades que buscam respostas e justiça para as famílias afetadas.


Este caso horrível de abandono e falhas no necrotério do Hospital Salgado Filho traz à tona uma séria reflexão sobre a gestão dos serviços de saúde pública no Rio de Janeiro. Com um cenário tão perturbador, a sociedade aguarda esclarecimentos e espera que as autoridades tomem as medidas necessárias para garantir que tragédias como essa não se repitam.

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