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Vereador de MG é denunciado por esquema de compra de votos com Pix e cerveja

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Um vereador do município de Conceição das Alagoas, no Triângulo Mineiro, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais sob suspeita de envolvimento em um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024. A denúncia também inclui outras seis pessoas que teriam participado do suposto esquema.


De acordo com o órgão, o parlamentar — cujo nome não foi divulgado — é acusado de oferecer vantagens indevidas a eleitores em troca de apoio político. Entre os benefícios estariam transferências de dinheiro via Pix, pagamento de despesas pessoais e até a distribuição de bebidas alcoólicas, como cerveja.


A investigação foi conduzida no âmbito da operação “Meu PIX, Seu Voto”, realizada em 2024 com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo o Ministério Público, foram identificados indícios consistentes de corrupção eleitoral envolvendo o vereador, que à época era candidato à reeleição.


As apurações indicam que parte das negociações teria ocorrido com a intermediação de um terceiro, já falecido. As provas reunidas incluem conversas extraídas de celulares, áudios, mensagens e registros de transferências bancárias. A quebra de sigilo de dados, incluindo comunicações em aplicativos como o WhatsApp, reforçou a suspeita de que havia pagamentos em dinheiro e outras vantagens materiais em troca de votos.


Além de valores em espécie, o esquema também envolveria a oferta de serviços e bens, como ajuda financeira, consertos automotivos e até fornecimento de latas de tinta e caixas de cerveja.


Na ação, o Ministério Público solicita à Justiça Eleitoral não apenas a condenação dos envolvidos, mas também o afastamento cautelar do vereador do cargo. O caso segue em tramitação e será analisado pela Justiça, que decidirá sobre a procedência das acusações.


Se confirmadas, as práticas configuram crime de corrupção eleitoral, previsto na legislação brasileira, e podem resultar em cassação de mandato, inelegibilidade e outras sanções penais.

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