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SURTO DE METANOL ACENDE ALERTA E AGORA O LEITE APARECEM ADULTERADOS NO BRASIL

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 9 de out.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


Após o recente surto de metanol em bebidas alcoólicas que deixou vítimas em várias regiões do país, o Brasil enfrenta uma nova preocupação sanitária: a adulteração de leite com produtos químicos. A denúncia veio à tona após uma operação da Polícia Militar Ambiental de Marília (SP), que desmantelou um esquema de fraude na produção e comercialização do produto em propriedades rurais do centro-oeste paulista.


Batizada informalmente de “Operação Leite Limpo”, a ação foi deflagrada pela Polícia Militar Ambiental em conjunto com órgãos de vigilância sanitária. Durante o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão nos municípios de Assis, Oscar Bressane, Lutécia e Platina, os agentes encontraram 200 litros de leite com indícios de adulteração.


Segundo o relatório preliminar, o leite apresentava alterações visíveis na cor e textura, o que levantou suspeitas sobre o uso de substâncias químicas para mascarar impurezas ou aumentar o volume do produto. O material foi imediatamente recolhido para análise laboratorial.


De acordo com informações repassadas pela corporação, as investigações apontam que o leite era misturado com substâncias químicas não alimentícias, possivelmente para elevar o rendimento e simular qualidade superior. Esse tipo de adulteração pode incluir o uso de água oxigenada, soda cáustica, cal ou ureia, substâncias extremamente tóxicas para o consumo humano.


As amostras apreendidas foram encaminhadas para o Instituto Adolfo Lutz, referência nacional em análises laboratoriais, que deverá confirmar o tipo de adulterante utilizado e os riscos associados.


O caso surge poucos dias após o país registrar um surto de intoxicações por metanol em bebidas alcoólicas clandestinas, principalmente em estados do Nordeste e Sudeste. O episódio acendeu um alerta sobre o risco crescente de adulterações em produtos de consumo diário, agravado pela fiscalização limitada e pela atuação de grupos clandestinos.


Especialistas em segurança alimentar alertam que o leite adulterado representa um perigo silencioso, pois o consumo prolongado pode causar problemas gastrointestinais, danos renais e hepáticos, além de afetar o desenvolvimento de crianças e idosos.


A Polícia Militar Ambiental informou que as investigações continuam para identificar todos os responsáveis pelo esquema e mapear os pontos de distribuição do produto adulterado. As propriedades rurais envolvidas podem responder por crime contra as relações de consumo, falsificação de produtos alimentícios e atentado à saúde pública.


O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Vigilância Sanitária estadual também acompanham o caso e reforçaram as inspeções em laticínios e produtores da região.


As autoridades recomendam que a população compre leite apenas de marcas certificadas e evite adquirir produtos de origem duvidosa ou vendidas a granel. O leite adulterado pode ter odor alterado, sabor amargo ou espuma excessiva, sinais de contaminação.


A orientação é que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente aos órgãos de vigilância sanitária locais ou à Polícia Civil.
























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