REFLEXÃO: "A NOSSA CAIXA DE LÁPIS DE COR"
- GUIA MIRAI

- 20 de jun. de 2022
- 2 min de leitura

Um amigo sempre chega pra mim, quando estou triste ou chateado com algo e costuma me perguntar:
"Quem roubou a minha caixa de lápis de cor?"
Tem vez que nem pergunta, apenas comenta:
"Poxa, dessa vez levaram as cores que você mais gosta! "
A tristeza afrouxa um pouco, ameniza, por mais que eu esteja chateado.
Primeiro porque é muito bom a gente ser olhado com carinho. Depois porque essa expressão tem uma inocência capaz de fazer gente grande tocar coisas sérias, sem ficar com medo de queimar a mão.
De vez enquanto, ao ouvir a pergunta, acontece de uma lágrima ou outra escapulir, afeitos que alguns sentimentos vão a desaguar no rosto quando o coração fica apertado.
Mas algumas vezes quando eu choro diante dessas indagações, não é pelas cores que não encontro na minha caixa, nem por lembrar supostamente quem as roubou.
Choro por perceber como ainda sou capaz de dar poder aos outros para roubal-los. Por notar que no fim das contas, quem rouba meus lápis de cor preferidos sou eu mesmo.
Percebi que não adianta eu lamentar, chorar e estar cabisbaixo por conta de alguém ter me ferido de alguma forma.
O que devo aprender é que não posso mais ser tão permissivo. Não posso deixar a porta aberta para qualquer um entrar e roubar meus lápis de cor e me deixar sem vida, sem cor, sem alegria como sempre acontece.
Quando permito isso, preciso assumir que o culpado dos roubos dos lápis de cor, sou eu mesmo.
Eu mesmo que dou liberdade. Eu mesmo que deixo a porta aberta. Eu mesmo que por medo de ficar solitário, penso que necessito de pessoas assim ao meu lado.
Mas a cada vez que a pergunta de meu amigo é feita, percebo que ainda continuo permissivo. Sendo assim, não aprendi.
Mas hoje é um novo dia, uma nova chance para aprender.
E essa é a chave: Não posso desistir de aprender e me aperfeiçoar. Não é me fechar para os outros e sim me blindar contra os opressores que tentam destruir os sonhos e desejos que construo em meu coração.
LINK DA REFLEXÃO:
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GUIA MIRAI por Rogério Franco









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