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Projeto quer barrar adolescentes em bicicletas elétricas e reacende debate sobre mobilidade urbana

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
8 de jun.
2 min de leitura

Por Guia Miraí


O avanço das bicicletas elétricas nas cidades brasileiras tem provocado um novo debate sobre segurança, mobilidade e regulamentação. Propostas em discussão no Congresso Nacional e em câmaras municipais pretendem estabelecer regras mais rígidas para o uso desses veículos, especialmente entre adolescentes.


Entre as medidas analisadas estão a definição de idade mínima para condução, limitação de velocidade e obrigatoriedade de equipamentos de segurança, como capacetes e sinalização adequada. O tema ganhou força após o aumento do número de bicicletas elétricas circulando em ruas, avenidas e ciclovias de grandes centros urbanos.


Segundo especialistas em mobilidade urbana, o crescimento acelerado desse tipo de transporte trouxe benefícios, como praticidade e redução do trânsito, mas também elevou o número de acidentes envolvendo jovens condutores. Em muitas cidades, há registros de adolescentes trafegando em alta velocidade, sem equipamentos de proteção e, em alguns casos, transportando passageiros de forma irregular.


Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei propõe autorizar o uso das bicicletas elétricas apenas para maiores de 15 anos. Já em municípios como Serra, no Espírito Santo, propostas locais defendem regras ainda mais rígidas, proibindo a condução por menores de 16 anos.


Autoridades argumentam que a regulamentação busca aumentar a segurança nas vias urbanas e reduzir acidentes. Por outro lado, críticos das propostas afirmam que as medidas podem limitar a autonomia dos adolescentes e dificultar o acesso a um meio de transporte sustentável e econômico.


O debate também envolve a necessidade de campanhas educativas e fiscalização mais eficiente. Especialistas defendem que, além de regras mais claras, é fundamental investir em ciclovias adequadas e conscientização sobre o uso responsável das bicicletas elétricas.


Enquanto os projetos avançam no Legislativo, milhares de famílias acompanham a discussão com atenção, já que as novas regras podem impactar diretamente a rotina de estudantes e trabalhadores que utilizam o veículo diariamente.

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