Professores de escolas particulares de BH anunciam paralisação e avaliam greve por tempo indeterminado

Categoria fará assembleia nesta quarta-feira (16) em meio ao impasse nas negociações da campanha salarial

Por Guia Miraí
Professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região decidiram paralisar as atividades nesta quarta-feira (16). A decisão foi tomada em assembleia realizada na quinta-feira (10), diante do impasse nas negociações da campanha salarial da categoria.
No mesmo dia da paralisação, os professores realizarão uma nova assembleia, às 9h, no auditório do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), no bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte. Entre os assuntos que serão discutidos está a possibilidade de deflagração de uma greve por tempo indeterminado.
Professores rejeitam proposta patronal
Segundo o Sinpro Minas, os professores voltaram a rejeitar a proposta apresentada pelos representantes das escolas particulares para dividir a atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) em dois documentos: um voltado à educação básica e outro destinado ao ensino superior.
Atualmente, a convenção é única e estabelece direitos para profissionais de diferentes etapas do ensino.
A categoria defende a manutenção da convenção nos moldes atuais e reivindica um reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Negociação está na Justiça do Trabalho
As negociações entre o sindicato e os representantes das instituições de ensino estão sendo discutidas na Justiça do Trabalho.
De acordo com o Sinpro Minas, os proprietários das escolas condicionam o fechamento do acordo da campanha salarial à divisão da Convenção Coletiva.
Os professores, por sua vez, argumentam que a mudança pode enfraquecer a negociação coletiva e colocar em risco direitos conquistados ao longo dos anos.
Entre os direitos citados pela categoria estão bolsas de estudo, férias coletivas, adicional extraclasse e isonomia salarial.
Possibilidade de greve
A paralisação desta quarta-feira será acompanhada de uma nova assembleia, que poderá definir os próximos passos do movimento.
Caso os professores aprovem a proposta de greve, as escolas particulares de Belo Horizonte e região poderão enfrentar uma mobilização por tempo indeterminado.
A categoria afirma que permanece aberta ao diálogo e defende que a atual Convenção Coletiva seja renovada sem alterações, além da recomposição salarial reivindicada.
A paralisação poderá afetar o funcionamento das aulas nas escolas particulares participantes do movimento. Os responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das instituições de ensino sobre o funcionamento das atividades nesta quarta-feira.







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