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Primeira brasileira obtém CNH sem autoescola em apenas três dias após mudança nas regras

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 30 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


A empregada doméstica Andreza Lima dos Santos, de 27 anos, entrou para a história ao se tornar a primeira brasileira a obter a nova Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem frequentar autoescola, concluindo todo o processo em apenas três dias. O feito ocorreu logo após o início da vigência das novas regras federais, em 10 de dezembro, que flexibilizaram parte das exigências para obtenção do documento.


Moradora de João Pessoa, na Paraíba, e mãe de dois filhos, Andreza foi selecionada para participar de um projeto-piloto do Detran-PB. Todo o início do processo foi realizado de forma 100% digital, por meio do aplicativo CNH do Brasil, o que permitiu maior agilidade e comodidade.


Segundo informações do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), Andreza realizou as etapas iniciais diretamente de casa, utilizando apenas o celular. Após concluir o conteúdo teórico e obter o certificado digital, ela entrou em contato com o órgão para agendar a prova prática.


A candidata foi aprovada logo na primeira tentativa, recebendo a habilitação poucos dias depois. A CNH foi oficialmente emitida pelo Detran-PB, consolidando o caso como um marco na implementação do novo modelo.


De acordo com o Detran-PB, o valor total para obtenção da CNH no novo formato foi dividido em duas partes:

• R$ 290 em taxas do Detran, que incluem coleta de foto e biometria, prova teórica, prova prática e emissão da CNH;

• R$ 160 referentes aos exames de aptidão física e mental, pagos diretamente às clínicas credenciadas.


Além disso, o candidato ainda precisa arcar com o custo das aulas práticas, que podem ser realizadas em um Centro de Formação de Condutores (CFC) ou com um instrutor autônomo credenciado.


Com as novas regras, a carga horária mínima obrigatória de aulas práticas foi reduzida para apenas duas horas nas categorias A (moto) e B (carro). A medida tem como objetivo reduzir custos, ampliar o acesso à habilitação e permitir que o cidadão tenha mais autonomia na formação como condutor.


Especialistas apontam que a mudança pode beneficiar principalmente pessoas de baixa renda, que antes enfrentavam dificuldades para custear o processo tradicional em autoescolas.


Apesar dos avanços, o novo modelo também gera debate. Enquanto defensores destacam a modernização, desburocratização e inclusão social, críticos alertam para a necessidade de fiscalização rigorosa e manutenção da qualidade na formação dos condutores, para não comprometer a segurança no trânsito.


O Detran-PB afirma que o projeto-piloto está sendo acompanhado de perto e que os critérios de avaliação continuam rigorosos, especialmente nas provas práticas.


O caso de Andreza Lima dos Santos simboliza uma nova fase no processo de habilitação no país, marcada pela digitalização e flexibilização das regras. A experiência bem-sucedida na Paraíba pode servir de referência para outros estados e acelerar a expansão do modelo em nível nacional.

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