PRESAS SÃO OBRIGADAS A COMER FEZES EM RITUAL DE TORTURA EM PENITENCIÁRIA DE VESPASIANO MG
- GUIA MIRAI

- 3 de out.
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
Violência e Tortura em Penitenciária Feminina de Vespasiano: Prisões e Abusos
Um caso de extrema violência veio à tona em Minas Gerais, envolvendo práticas de tortura dentro da Penitenciária Feminina de Vespasiano, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Polícia Civil do estado cumpriu mandados de prisão preventiva contra cinco detentas investigadas por envolvimento em um ritual de tortura dentro da unidade prisional. O incidente, que ocorreu no final de agosto, trouxe à luz as condições desumanas e abusivas a que as internas estariam sendo submetidas.
O caso ganhou repercussão nacional devido às condições extremas de violência que as vítimas enfrentaram. De acordo com investigações da 1ª Delegacia de Polícia de Vespasiano, seis internas, com idades entre 23 e 33 anos, participaram de um ato criminoso que resultou em agressões físicas e psicológicas contra outras prisioneiras. A tortura teria começado após o desaparecimento de uma carta, o que desencadeou a organização de um “ritual punitivo” entre as detentas.
Duas presas, com idades entre 23 e 26 anos, foram obrigadas a ingerir substâncias como desinfetante e fezes, além de sofrerem agressões físicas como arranque de sobrancelhas e cílios. Em uma das situações mais graves, as vítimas também foram forçadas a consumir suas próprias fezes. Outras detentas, sob ameaça de se tornarem alvos de agressões, também foram cooptadas para participar do ritual de tortura.
As autoridades estão investigando se o episódio tem raízes em questões internas de poder dentro do presídio, uma vez que, de acordo com as apurações, o desaparecimento da carta teria sido o estopim para que o grupo de detentas organizasse esse ato de violência.
O caso de tortura em Vespasiano é apenas mais um reflexo das condições precárias e da falta de controle dentro do sistema penitenciário brasileiro. As detentas, em sua maioria, vivem em condições subhumanas, onde o medo e a violência se tornam parte do cotidiano. As penitenciárias femininas, em particular, frequentemente carecem de estrutura adequada, tanto no aspecto físico quanto psicológico, contribuindo para a deterioração das condições de vida das presas.
O episódio gerou indignação entre a sociedade e reforça a necessidade de reformas urgentes no sistema prisional do país, especialmente no que diz respeito à segurança, à supervisão das práticas dentro dos presídios e à proteção dos direitos humanos das detentas.
Após a conclusão das investigações, as cinco presas envolvidas nas torturas foram indiciadas e aguardam julgamento. O Ministério Público de Minas Gerais e a Defensoria Pública do Estado se posicionaram contra qualquer forma de impunidade, buscando assegurar que a violência cometida dentro da penitenciária seja tratada com a seriedade que o caso exige.
A sociedade aguarda com expectativa as medidas que serão tomadas pelas autoridades para evitar que episódios como esse se repitam, além da implementação de ações para garantir a integridade física e psicológica das mulheres encarceradas.
Esse caso é um alerta para os sérios problemas que ainda afetam o sistema penitenciário brasileiro, exigindo não apenas punições rigorosas, mas também um esforço contínuo em busca de um sistema de justiça mais justo e humano.









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