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Operação investiga médicos por manipulação de escalas e desvio de recursos da saúde em Leopoldina e Além Paraíba

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Uma operação conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga um suposto esquema envolvendo médicos anestesistas acusados de manipular escalas de plantão e desviar recursos públicos da saúde nas cidades de Leopoldina e Além Paraíba, na Zona da Mata mineira.


A ação faz parte da Operação Onipresença, que chegou à sua terceira fase com o cumprimento de quatro mandados judiciais de constrição e indisponibilidade de bens relacionados à investigação.


Segundo o MPMG, quatro médicos anestesistas são suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável por práticas irregulares no atendimento hospitalar vinculado ao Sistema Único de Saúde.


De acordo com as apurações, o grupo investigado atuaria manipulando escalas médicas e registros de plantões, além de realizar cirurgias eletivas durante períodos destinados ao atendimento de urgência do SUS.


As irregularidades teriam ocorrido em serviços prestados junto à Casa de Caridade Leopoldinense, em Leopoldina, e no Hospital São Salvador, em Além Paraíba.


As duas unidades são conveniadas ao SUS e fazem parte da rede regional de urgência e emergência responsável pelo atendimento à população com recursos públicos.


A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), da Zona da Mata, com apoio da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde da Macrorregião Sanitária Sudeste e da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Leopoldina.


O objetivo da investigação é apurar possíveis crimes como:

• organização criminosa

• fraude em documentos

• manipulação de escalas médicas

• desvio de recursos públicos destinados à saúde


Segundo o Ministério Público, os investigados teriam utilizado falsidade documental e manipulação de registros para manter o esquema funcionando.


As apurações indicam ainda práticas como:

• emissão de atestados médicos falsos para justificar ausências em plantões

• ocultação de possíveis erros médicos

• tentativa de atribuir responsabilidades a pessoas que não teriam participação nos fatos


Uma das médicas investigadas chegou a ser apelidada informalmente de “rainha dos atestados”, devido à frequência com que documentos eram emitidos para justificar ausências.


Em uma das situações mencionadas na investigação, um dos denunciados teria sugerido ao próprio filho — que aparentemente cursa medicina — que treinasse procedimentos médicos em pacientes idosos, em tom considerado irônico.


O Ministério Público avalia esse tipo de conduta como indicativo da gravidade do caso e dos riscos que o esquema poderia representar à segurança dos pacientes atendidos nas unidades hospitalares.


Com a nova fase da operação, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, medida que busca garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos caso as irregularidades sejam confirmadas.


As investigações seguem em andamento e novas diligências podem ser realizadas.


Caso as acusações sejam comprovadas, os envolvidos poderão responder por crimes contra a administração pública, organização criminosa e fraudes relacionadas à prestação de serviços de saúde.

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