ONICOFAGIA: O VÍCIO DE ROER UNHAS QUE PODE ESCONDER RISCOS E COMPROMETER SUA SAÚDE
- GUIA MIRAI

- 11 de out.
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
Roer as unhas é um hábito que muitas pessoas consideram inofensivo, mas a prática — conhecida cientificamente como onicofagia — pode trazer sérias consequências para a saúde física e emocional. Embora pareça apenas uma mania passageira, esse comportamento costuma estar relacionado a transtornos de ansiedade, estresse, tédio ou até compulsões emocionais.
De acordo com especialistas, a onicofagia é um comportamento bastante frequente em crianças, adolescentes e adultos. O ato de roer as unhas geralmente começa como uma forma de aliviar tensões ou ocupar as mãos em momentos de nervosismo.
Com o tempo, porém, o hábito pode se tornar automático e persistente, funcionando como uma espécie de “válvula de escape” emocional.
“Em muitos casos, a onicofagia é um reflexo de questões emocionais mais profundas, como ansiedade generalizada ou transtornos obsessivo-compulsivos”, explicam psicólogos clínicos. “O problema é que, quando o comportamento se torna repetitivo e incontrolável, ele passa a ser considerado um vício.”
Apesar de parecer inofensivo, o hábito de roer as unhas pode gerar diversos problemas de saúde. Entre os mais comuns estão:
• Infecções bacterianas e fúngicas nas unhas e na pele ao redor;
• Alterações no crescimento das unhas, que podem se deformar;
• Lesões na gengiva e até desgaste dos dentes devido à força aplicada constantemente;
• Maior risco de transmissão de germes e vírus, já que as mãos entram em contato direto com a boca.
Em casos mais graves, a onicofagia crônica pode causar inflamações dolorosas, prejudicar a estética das mãos e impactar a autoestima do indivíduo.
Quando o hábito é frequente e difícil de controlar, especialistas recomendam procurar ajuda psicológica. O tratamento costuma envolver terapia cognitivo-comportamental, que auxilia na identificação dos gatilhos emocionais e no desenvolvimento de estratégias para lidar com a ansiedade de maneira saudável.
Em algumas situações, o acompanhamento médico também pode ser necessário para tratar eventuais infecções ou consequências dentárias.
“É fundamental entender que roer as unhas não é apenas uma mania, mas um possível sinal de que algo emocional precisa de atenção”, alertam os profissionais de saúde.
Como tentar parar de roer as unhas:
Algumas medidas simples podem ajudar no controle do hábito:
1. Manter as unhas bem aparadas e limpas;
2. Usar esmaltes específicos com gosto amargo, que inibem a ação inconsciente;
3. Praticar técnicas de relaxamento, como respiração profunda e meditação;
4. Ocupar as mãos com atividades manuais, como desenhar, amassar bolinhas antiestresse ou digitar;
5. Buscar apoio psicológico, se o comportamento persistir.
Roer as unhas não deve ser visto como um simples mau hábito, mas como um sinal de alerta do corpo e da mente. Reconhecer a origem emocional da onicofagia é o primeiro passo para combatê-la e preservar não apenas a aparência das mãos, mas também o bem-estar geral.









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