top of page
logo branca.png

Oferta menor deve limitar queda nos preços da carne bovina após sobretaxa chinesa

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
há 3 horas
2 min de leitura

Brasil atinge cota anual de exportação de carne bovina para a China, mas redução da oferta de animais para abate deve impedir uma queda acentuada dos preços no mercado interno


Por Guia Miraí

(Fonte: O Tempo)


As exportações brasileiras de carne bovina para a China atingiram, em 29 de setembro, 100% da cota estabelecida para 2026, chegando a aproximadamente 1,106 milhão de toneladas. Com o limite alcançado, o volume que ultrapassar a cota passa a estar sujeito a uma tarifa adicional de 55%, além da alíquota atual de 12%, resultando em uma tributação de até 67%.


A medida chinesa poderia, em um primeiro momento, aumentar a disponibilidade de carne no mercado brasileiro e pressionar os preços para baixo. No entanto, especialistas avaliam que uma queda expressiva pode ser limitada pelo atual cenário da pecuária nacional.


OFERTA DE GADO PARA ABATE ESTÁ MAIS RESTRITA


O setor pecuário brasileiro atravessa uma mudança no ciclo de produção, com menor disponibilidade de animais para abate.


Esse cenário tende a reduzir o impacto que a maior oferta de carne no mercado interno poderia provocar nos preços. Assim, embora a sobretaxa chinesa possa dificultar parte das exportações, a restrição na oferta de animais deve funcionar como um fator de sustentação das cotações.


Segundo a avaliação apresentada pela gerente de Agronegócio do Sistema Faemg Senar, Mariana Simões, a China possui papel de destaque nas exportações brasileiras, respondendo por aproximadamente metade dos embarques de carne bovina do país.


CHINA CONTINUA SENDO UM MERCADO ESTRATÉGICO


Mesmo com a nova tributação, a China permanece como um dos principais destinos da carne bovina brasileira.


O Brasil é atualmente um dos maiores fornecedores mundiais do produto e possui uma cadeia produtiva capaz de atender grandes volumes de demanda internacional.


A possibilidade de redução das compras chinesas pode aumentar a disponibilidade de carne no mercado brasileiro, mas o efeito sobre os preços dependerá também de fatores como produção, quantidade de animais enviados ao abate, consumo interno e comportamento de outros mercados compradores.


BRASIL TAMBÉM GANHA ESPAÇO NO MERCADO INTERNACIONAL


Outro fator destacado no cenário internacional é a recente decisão dos Estados Unidos de isentar a carne bovina brasileira de parte das sobretaxas aplicadas às importações.


A medida reforça a importância do Brasil no mercado mundial de proteínas e amplia as possibilidades de comercialização da produção nacional.


Apesar das novas barreiras impostas pela China, o setor brasileiro segue buscando alternativas para manter o ritmo das exportações e preservar a posição do país como um dos principais fornecedores globais de carne bovina.


IMPACTO NO BOLSO DO CONSUMIDOR


Para o consumidor brasileiro, uma eventual redução das exportações para a China poderia aumentar a oferta de carne no mercado interno e, consequentemente, contribuir para preços menores.


No entanto, não há garantia de uma queda significativa. A menor disponibilidade de gado para abate pode compensar parte desse efeito, mantendo os preços da carne bovina relativamente sustentados.


O comportamento das cotações nas próximas semanas dependerá, portanto, do equilíbrio entre exportações, oferta de animais, demanda interna e condições do mercado internacional.


GUIA MIRAÍ — Informação com responsabilidade e compromisso com a notícia.

Comentários


bottom of page